Entramos em mais um momento decisivo para as organizações: 2026 promete ser um ano de transformação acelerada, marcado por avanços regulatórios e expectativas crescentes de transparência e sustentabilidade. Para líderes financeiros e de governança, a resiliência será mais do que uma competência, será um diferencial estratégico.
Além dos desafios corporativos, o calendário traz fatores externos que impactam diretamente a gestão: copa do mundo, eleições e um número reduzido de dias úteis. Esses elementos exigem planejamento ainda mais rigoroso para garantir entregas críticas sem comprometer prazos e qualidade.
O que significa ser resiliente em liderança corporativa?
Resiliência não é apenas resistir à pressão, mas adaptar-se com dinamismo, flexibilidade e visão de futuro. E isso não é mágica ou superpoder, é pensar no seu “eu do futuro” e no ambiente em que ele estará.
Em um cenário de volatilidade econômica, mudanças tributárias e novas normas contábeis, é essencial que líderes resilientes busquem equilibrar três dimensões:
- Antecipação: prever impactos regulatórios e tecnológicos antes que se tornem urgentes. Olhar para as lições aprendidas e ampliar repertório com temas fora do dia a dia traz insights valiosos;
- Adaptação: ajustar processos e equipes rapidamente, sem perder qualidade ou compliance. Decisões ágeis exigem assumir riscos calculados, mas aceleram resultados;
- Influência: engajar stakeholders internos e externos, garantindo alinhamento e confiança. Comunicação clara e gestão de expectativas constroem credibilidade.
Desafios à vista para 2026
- Normas ESG: A consolidação das normas IFRS S1 e S2 e a ampliação das exigências de relatórios de sustentabilidade exigirão integração entre áreas financeiras, sustentabilidade e governança. Não será apenas sobre atender à norma, mas sobre gerar valor com dados confiáveis e narrativas consistentes.
- Reforma Tributária: A implementação das mudanças estruturais trouxe complexidade operacional e necessidade de revisão de estratégias fiscais e tecnológicas. Estados, municípios, alterações de última hora e múltiplos sistemas exigem utilização intensa de tecnologia.
- Tecnologia e IA: A automação e a inteligência artificial serão aliadas, mas exigirão líderes preparados para gerir riscos cibernéticos e equipes capacitadas para extrair o melhor dessas ferramentas.
- Calendário desafiador: Com menos dias úteis e eventos globais e nacionais como Copa do Mundo e eleições, será necessário planejar cronogramas com antecedência e reforçar disciplina na execução.
Como se preparar para as oportunidades?
Comunique com transparência: Em tempos de incerteza, clareza é um ativo. Com modelos híbridos e agendas apertadas, diversifique canais (e-mail, Teams, reuniões) para atingir todas as gerações;
Fortaleça a governança: Mapear riscos e controles internos com visão integrada é essencial para decisões estratégicas. Pergunte-se sempre: “O que pode dar errado?”;
Invista em pessoas: Resiliência começa com equipes capacitadas e engajadas. Use conteúdos prontos, promova rodas de conversa, compartilhe cases e palestras para ampliar repertório.
Adote tecnologia com propósito: Ferramentas digitais devem gerar eficiência e insights. Avalie recursos já disponíveis e incentive soluções internas para ganhos imediatos.
O papel do líder resiliente
Mais do que reagir, o líder resiliente inspira confiança e cria ambientes que refletem esse posicionamento. Ele equilibra rigor técnico com empatia e usa flexibilidade e responsividade a seu favor. Em 2026, quem unir visão estratégica, ética e adaptabilidade estará à frente, não apenas sobrevivendo às mudanças, mas transformando-as em valor pessoal e profissional.
A resiliência não é um destino, mas um caminho contínuo. Para nós, líderes financeiros e de governança, ela será sempre a ponte entre os desafios e as oportunidades que moldarão o futuro das organizações. Que jogo você quer vencer em 2026: o da sobrevivência ou o da transformação?
Artigo escrito por Gisele Schneider, que é diretoria de Controladoria, Tributário e Riscos do Grupo Fleury.
