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Em evidência, liderança resiliente vem para catalisar transformação nos negócios

Em um mundo em plena transformação, as características de uma liderança resiliente se tornam fundamentais para a competitividade dos negócios. De acordo com Marcelo Treff, professor da PUC-SP, FECAP e FIA Business School, essa liderança é “multifacetada, com várias características, que emerge como a principal âncora para a estabilidade e o crescimento sustentável das organizações em ambientes complexos”. Neste contexto, a adaptabilidade e a comunicação efetiva são competências importantes que os líderes do século 21 devem cultivar.

A preparação para os desafios que surgem no horizonte para 2026 vem acompanhada de líderes que aceitem a vulnerabilidade e demonstem muito preparo emocional. “Para identificar e se preparar para os desafios, é importante que líderes do século 21 possuam um conjunto de competências, que envolvem adaptabilidade, comunicação efetiva, aceitação incondicional da vulnerabilidade, humildade e inteligência emocional”, enfatiza ele. Nesse sentido, ele recomenda uma abordagem proativa na identificação de problemas e na busca por soluções.

Para fortalecer a resiliência tanto em nível pessoal quanto organizacional, Treff sugere a adoção de estratégias significativas. “Considerando cenários marcados por incertezas, volatilidade e transformações aceleradas, líderes resilientes não apenas sobrevivem às adversidades, mas as utilizam como catalisadores para o aprendizado e a inovação, guiando suas equipes com firmeza. Encarar os desafios de frente e buscar soluções eficazes é uma marca dessas lideranças. Dentre as estratégias de transformação pessoal mais importantes, destacam-se: autoconsciência, mindset de crescimento, pensamento flexível e aprendizado contínuo (lifelong learning). Com relação às estratégias de transformação organizacional, merecem destaque: cultura de inovação e aprendizado, resolução de problemas, gestão de dados, sustentabilidade e responsabilidade social (ESG) e gestão de inteligência artificial e automação.”

A tecnologia e a inovação, conforme ressalta Treff, são aliadas indispensáveis nesse processo de adaptação. Ele salienta que “as plataformas digitais e as novas ferramentas de comunicação devem facilitar a colaboração entre os times, a fim de manter a conexão e o alinhamento”. Uma cultura digital robusta pode fomentar a busca constante por soluções disruptivas e transformadoras.

Por fim, exemplos de líderes resilientes podem inspirar. Ele cita como exemplo Nelson Mandela, que, após 27 anos de prisão, conduziu a África do Sul a uma transição pacífica do apartheid para a democracia, e Barack Obama, que enfrentou o racismo e o fundamentalismo supremacista para se tornar o primeiro presidente negro dos EUA. Assim como Howard Schultz, que transformou a Starbucks em um gigante global após várias falências, e Malala Yousafzai, que, após sobreviver a um ataque brutal por defender o direito à educação, tornou-se uma voz global e um símbolo de resiliência e coragem na luta por seus ideais. Esses líderes são ícones de perseverança e transformação, e suas trajetórias inspiram empresas a se prepararem para um futuro incerto, iluminando o caminho para uma liderança mais forte e adaptável.

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