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Systax e Vertex se unem para transformar a inteligência fiscal no Brasil 

Na intersecção entre inovação e compliance tributário, a Systax se integrou à Vertex. Na visão de Thaís Borges, diretora comercial e de marketing na Systax e head adjunta de Empreendedorismo e Startups da ANEFAC, essa aliança traz uma combinação poderosa de tecnologia global e uma profundidade regulatória local que promete revolucionar as soluções de inteligência fiscal oferecidas atualmente. Este novo momento entre as duas empresas foi tema de um jantar de inovação tributária, realizado no dia 5 de novembro, em São Paulo, pela ANEFAC. 

“De um lado, trazemos a robustez de uma plataforma utilizada por grandes empresas no mundo inteiro; de outro, a maior base estruturada de regras tributárias do Brasil, construída pela Systax ao longo de décadas,” afirma Thaís. Na prática, isso se traduz em soluções de inteligência fiscal mais completas: indo da qualidade do cadastro e da correta classificação fiscal até o cálculo automatizado dos tributos e a análise dos impactos da Reforma Tributária nos processos, sistemas e na formação de preços. “O cliente passa a contar com uma visão única, integrada e em tempo quase real do seu compliance tributário, reduzindo riscos e ganhando capacidade de decisão estratégica,” complementa. 

Com relação às inovações tributárias emergentes, destacam-se menos como novas obrigações e mais como uma mudança no papel dos profissionais e, especialmente, dos executivos de C-Level na área tributária. “O impacto do novo modelo de IBS e CBS, o regime de convivência entre sistemas antigo e novo, o mecanismo do split payment e o aumento da transparência e da rastreabilidade das operações estão em destaque,” explica Borges.  

Ela ressalta que essas mudanças elevam a governança nas empresas, levando em conta não apenas a apuração correta dos impostos, mas também decisões sobre cadeia de suprimentos, política comercial, pricing, fluxo de caixa e relacionamento com clientes e fornecedores. “As empresas que enxergarem a Reforma como um projeto organizacional, e não apenas fiscal, tendem a capturar ganhos de eficiência e competitividade muito superiores às que atuarem apenas de forma reativa.” 

Adaptação às novas demandas 

A Vertex, com seu motor de cálculo Oseries, está preparada para lidar com a complexidade dos múltiplos regimes tributários em diferentes países. “Esse DNA é especialmente importante agora, em que o Brasil terá, por alguns anos, dois modelos convivendo em paralelo,” explica Borges sobre as funcionalidades da plataforma. Ela destaca que a tecnologia permitirá “calcular corretamente no modelo atual, absorver as novas regras de IBS e CBS, simular cenários e dar visibilidade dos impactos para o negócio.” 

Isso permitirá que usuários tenham um “centro de inteligência tributária” conectado ao ERP e outros sistemas da empresa, possibilitando atualizações constantes de regras e automação de rotinas antes manuais, além de dashboards que conversem com o CFO, com o time de negócios e com a alta gestão. “Não se trata apenas de ‘rodar cálculo’, mas de oferecer insumos concretos para tomada de decisão em um ambiente regulatório em transformação”, afirma a executiva.  

A parceria com a ANEFAC 

A parceria da Systax com a ANEFAC se configura como um diferencial no aprimoramento da inovação tributária. “A ANEFAC é um fórum privilegiado de diálogo com quem toma decisão nas empresas – executivos de finanças, contabilidade, tributário e governança,” pontua Borges. Essa ligação favorece o debate sobre inovação fiscal para um patamar mais estratégico, conectando tecnologia, reforma tributária e impacto real nos resultados corporativos. “Muito mais do que patrocinar eventos, buscamos co-construir conteúdo com jantares, painéis e materiais que tragam casos práticos, discussões técnicas qualificadas e uma visão de futuro para o papel da área tributária,” afirma. Isso visa não só introduzir inovações no discurso, mas também facilitar a sua implementação nas organizações. 

Desafios e oportunidades para 2026 

Olhando para o futuro, Borges aponta que “em 2026, o maior desafio será operar em um ambiente de transição: conviver com regras antigas e novas, adaptar sistemas, revisar cadastros, repensar a formação de preços e garantir que tudo isso aconteça sem ruptura nas operações.” Ela também alerta para a escassez de profissionais preparados para este novo cenário e para o risco de tratar a Reforma apenas como um “projeto do fiscal”, quando, na verdade, atravessa toda a organização. 

Entretanto, a especialista vê uma oportunidade clara para empresas que já utilizam ou pretendem utilizar soluções de compliance e inteligência fiscal. Com o split payment, o profissional tributário poderá atuar como um “auditor do próprio fisco,” conferindo se o cálculo e o recolhimento ocorreram como previsto. Isso, para ela, exige tecnologia de alto nível, mas também abre espaço para um reposicionamento da área: menos operacional, mais analítica e estratégica. 

“As empresas que aproveitarem 2026 para estruturar dados, automatizar rotinas críticas e simular cenários sairão na frente, não apenas para ‘cumprir a lei’, mas para usar a Reforma como um gatilho de eficiência, redução de riscos e melhoria da competitividade,” finaliza Borges. 

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