Grupo Energisa: Transparência e governança sustentam prestação de contas  

A transparência é uma premissa que orienta a condução dos negócios e o relacionamento do Grupo Energisa com seus públicos. Segundo Rodolfo Lima, diretor de contabilidade, tributos e patrimonial do Grupo Energisa, ao longo de 121 anos de história, essa prática foi sendo aprimorada e formalizada, acompanhando a evolução da companhia e de sua estrutura de governança. 

Essa trajetória inclui a consolidação de políticas, códigos e responsabilidades relacionados à governança, à ética, à integridade, à gestão de riscos e à divulgação de informações. A companhia também estruturou instâncias específicas para acompanhar a qualidade e a divulgação das informações ao mercado, fortalecendo os processos de prestação de contas e de relacionamento com seus públicos. “O objetivo não é simplesmente ampliar o volume de informações, mas assegurar que aquilo que é relevante seja comunicado de forma clara, consistente e confiável”, afirma ele. 

Na visão de Lima, a qualidade e a confiabilidade das informações são sustentadas por uma estrutura de governança com responsabilidades definidas, controles e diferentes instâncias de acompanhamento. 

O Comitê de Auditoria e Riscos acompanha temas relacionados aos relatórios contábeis e financeiros, controles internos, gestão de riscos, compliance e auditoria interna. 

Já o Comitê de Divulgação é responsável por gerir a política de divulgação, centralizar informações relevantes e revisar aquelas destinadas ao mercado antes de sua publicação. 

Esse processo é complementado pelo Código de Ética e Conduta, pelas políticas corporativas e pelos mecanismos de gestão de riscos e controles da companhia. As demonstrações financeiras também são submetidas à auditoria independente. “Esse conjunto de práticas estabelece diferentes etapas de acompanhamento e verificação, contribuindo para que as informações divulgadas sejam consistentes, fundamentadas e adequadas aos requisitos aplicáveis”, diz o executivo. 

Informações financeiras e não financeiras 

Ao olhar para o futuro, Lima pondera que a transparência corporativa tende a evoluir para uma abordagem cada vez mais integrada, na qual informações financeiras e não financeiras permitam compreender melhor o desempenho, os riscos e as oportunidades relacionadas ao negócio. “Essa evolução exige um olhar cada vez mais estruturado sobre o que é relevante para a companhia e para seus públicos. No Grupo Energisa, esse processo considera diferentes perspectivas, incluindo os potenciais efeitos financeiros de riscos e oportunidades e os impactos das atividades da companhia sobre a sociedade e o meio ambiente.” 

Para as demonstrações financeiras, o ponto central é a identificação dos temas que possam produzir efeitos financeiros relevantes. Quando isso ocorrer, o diretor do grupo avalia que sua relação com riscos, oportunidades, investimentos, ativos, passivos, resultados ou perspectivas do negócio deve ser refletida nas informações financeiras, observados os critérios contábeis e regulatórios aplicáveis. 

A tendência, portanto, de acordo com ele, é de uma prestação de contas cada vez mais conectada, que não apenas apresente os resultados da companhia, mas ajude a compreender os fatores que podem influenciar sua geração de valor no longo prazo. “O equilíbrio está em respeitar a natureza e os critérios aplicáveis a cada informação, sem perder de vista a relação entre elas.” 

As demonstrações financeiras apresentam os efeitos econômicos e financeiros dos negócios de acordo com as normas contábeis aplicáveis. Já compromissos, indicadores e impactos relacionados à sustentabilidade são reportados por meio dos instrumentos corporativos destinados a essas informações, seguindo referências como as Normas GRI. “A conexão acontece quando temas como transição energética, mudanças climáticas ou outros aspectos de sustentabilidade representam riscos ou oportunidades relevantes para o negócio”, explica Lima. 

A abordagem de dupla materialidade adotada pela Energisa considera tanto os potenciais efeitos financeiros sobre a companhia quanto os impactos de suas atividades sobre a sociedade e o meio ambiente.  

A verificação também observa a natureza de cada informação. As demonstrações financeiras passam por auditoria independente, enquanto as informações de sustentabilidade estão sujeitas a processo específico de asseguração independente. Para o executivo, no caso dos indicadores de sustentabilidade, isso contribui para reforçar a qualidade e a confiabilidade das informações divulgadas. 

Tecnologia, transformação digital e inteligência artificial 

O Grupo Energisa acredita que tecnologia, transformação digital e inteligência artificial ampliam a capacidade da companhia de gerar, integrar e analisar dados. “Ao mesmo tempo, aumentam a importância de mecanismos que assegurem sua qualidade, segurança e governança”, pondera Lima. 

Essa evolução já está refletida na estrutura de governança do Grupo Energisa. O Comitê de Tecnologia e Inovação assessora o Conselho de Administração em temas como tecnologia, segurança da informação, segurança cibernética, transformação digital, pesquisa, desenvolvimento e inovação e inteligência artificial. 

A companhia também utiliza indicadores associados aos temas materiais para acompanhar seu desempenho e apoiar a gestão. Entre eles estão questões relacionadas à inovação e tecnologia e privacidade e segurança de dados. 

“Quanto maior a quantidade e a complexidade dos dados utilizados na gestão, maior também é a necessidade de assegurar sua consistência, segurança e rastreabilidade. “Nesse sentido, a tecnologia amplia a capacidade de gerar informação, mas também eleva o nível de responsabilidade sobre sua qualidade e utilização”, conclui Lima. 

Rodolfo Lima, diretor de contabilidade, tributos e patrimonial do Grupo Energisa

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