A transparência e a consistência das informações fazem parte da trajetória da Lojas Renner S.A. e refletem o compromisso da companhia com a ética e a responsabilidade na condução dos negócios. Para Luciano Agliardi, diretor de controladoria da empresa, a evolução das práticas de governança corporativa e da forma de compartilhar informações com o mercado tem contribuído para fortalecer a confiança dos públicos de interesse.
Um dos marcos dessa trajetória ocorreu em 2005, quando a companhia se tornou a primeira corporation brasileira com 100% das ações em circulação no mercado, sem acionista controlador, e passou a integrar o Novo Mercado da B3. Desde então, a empresa vem aprimorando suas práticas de governança e a qualidade dos reportes, reforçando seu compromisso com a transparência e a divulgação consistente de informações.
Outro passo relevante foi a adoção voluntária e antecipada do Relatório de Divulgações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade e Clima, baseado nas normas IFRS S1 e IFRS S2. Segundo Agliardi, a iniciativa tornou a companhia a primeira varejista de moda do mundo a publicar dados financeiros sobre sustentabilidade.
O executivo afirma que a adoção das normas reforça a integração entre sustentabilidade e desempenho financeiro, ampliando o nível de profundidade, mensuração e clareza das informações disponibilizadas ao ecossistema da empresa, aos investidores e ao mercado. Em 2026, a companhia publicou a segunda edição do relatório, dando continuidade ao processo de aprimoramento das práticas de reporte.
Estrutura de governança apoia qualidade das informações
A qualidade das demonstrações financeiras, segundo Agliardi, é resultado de um trabalho contínuo apoiado em profissionais com sólida formação e experiência nas áreas de controladoria, além de processos e sistemas robustos com elevados níveis de automação e controle.
A companhia mantém uma estrutura de governança que reúne controles internos, gestão de riscos e supervisão independente. Nesse contexto, o Comitê de Auditoria e Gestão de Riscos, composto por conselheiros independentes, assessora o Conselho de Administração no acompanhamento da integridade dos relatórios financeiros, da adequação dos controles internos e do desempenho das auditorias interna e independente, além de monitorar a conformidade com exigências legais e regulatórias.
A empresa também conta com uma Diretoria de Riscos e Auditoria, responsável por apoiar a identificação, a avaliação e o tratamento dos riscos corporativos, bem como o aprimoramento dos processos de controle.
Futuro exige mais comparabilidade e integração
Na avaliação do executivo, a transparência corporativa deve avançar nos próximos anos em resposta à crescente demanda por accountability, comparabilidade e integração entre os reportes financeiros e de sustentabilidade.
Nesse cenário, investidores, sociedade e órgãos reguladores tendem a exigir informações cada vez mais consistentes, comparáveis e capazes de demonstrar a relação entre riscos e oportunidades ligados à sustentabilidade, a estratégia corporativa e as perspectivas financeiras das organizações.
Na Lojas Renner S.A., afirma Agliardi, o aprimoramento das informações sobre desempenho financeiro e sustentabilidade ocorre em diálogo permanente com os diferentes stakeholders da companhia. Segundo ele, esses públicos acompanham, avaliam e contribuem continuamente para a evolução dos processos de reporte e para uma visão mais integrada dos resultados e dos desafios do negócio.
A transformação digital também vem influenciando a forma como a companhia produz e comunica informações ao mercado. De acordo com o executivo, a evolução tecnológica contribui para aprimorar processos, apoiar a tomada de decisões e ampliar a capacidade de análise de informações.
No negócio, essas ferramentas ajudam a compreender melhor o comportamento dos consumidores, contribuem para o desenvolvimento de produtos e favorecem ganhos de eficiência operacional.
Na agenda de sustentabilidade, a empresa vem avançando na qualificação e na transparência das informações divulgadas, movimento que inclui os relatórios IFRS S1 e IFRS S2 publicados nos últimos anos. Nesse contexto, Agliardi avalia que tecnologias como a inteligência artificial podem contribuir para essa evolução, desde que sua aplicação esteja associada a práticas sólidas de governança, segurança e integridade dos dados.
Para o executivo, a transparência também desempenha papel central na relação com investidores, consumidores, colaboradores, fornecedores e parceiros. Ao disponibilizar informações claras, consistentes e acessíveis, a companhia busca fortalecer a credibilidade, apoiar a tomada de decisões e construir relações de longo prazo com todo o seu ecossistema.