B3: Transparência avança com conexão entre riscos, estratégia e desempenho 

A transparência faz parte da trajetória da B3 e acompanha seu papel como infraestrutura essencial do mercado financeiro e de capitais brasileiro. Ao longo dos anos, a companhia ampliou a integração entre prestação de contas, estratégia, gestão de riscos e geração de valor, fortalecendo processos, controles e mecanismos de governança. 

Segundo João Paulo Gonzaga Pereira, superintendente de contabilidade e tributos da companhia, a transparência é um compromisso que acompanha a trajetória da B3 e está diretamente relacionado ao nosso papel como infraestrutura essencial do mercado financeiro e de capitais brasileiro. 

Esse processo ganhou novos contornos com a aproximação entre informações financeiras e não financeiras. Desde 2024, a B3 vem se preparando para a adoção das normas IFRS S1 e IFRS S2 com a participação integrada das áreas de sustentabilidade, finanças, riscos, auditoria interna e negócios. 

De acordo com Pereira, em 2025, demos um passo adicional com a publicação voluntária do nosso primeiro Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, tornando a B3 a quarta empresa no Brasil a publicar um relatório nesse padrão e a primeira do segmento financeiro. “A iniciativa reforça uma jornada contínua de aprimoramento de processos, controles e governança”. 

A estrutura de governança da B3 reúne processos, controles internos, gestão de riscos e instâncias de supervisão responsáveis por sustentar a qualidade das informações divulgadas ao mercado. “A qualidade e a confiabilidade das informações são sustentadas por uma estrutura de governança que combina processos, controles internos, gestão de riscos e diferentes instâncias de supervisão”, afirma o executivo. 

Dentro desse modelo, o Comitê de Auditoria acompanha a qualidade e a integridade das demonstrações financeiras. Auditorias interna e externa independentes contribuem para a avaliação dos controles e das informações divulgadas, enquanto o Relatório Anual conta com participação da Alta Administração e passa por asseguração limitada independente. 

Segundo o executivo, a utilização de referências e padrões reconhecidos também contribui para promover consistência e comparabilidade das informações. No campo da sustentabilidade, a companhia avançou na integração entre dados financeiros e não financeiros por meio de processos de identificação, avaliação e valoração de riscos e oportunidades e de sua conexão com as demonstrações financeiras. 

Transparência mais conectada à estratégia e ao desempenho 

Na visão da B3, a transparência corporativa continuará evoluindo para um modelo mais integrado e alinhado à estratégia das organizações.  “A transparência corporativa tende a avançar para um modelo cada vez mais integrado, comparável e conectado à estratégia e ao desempenho das companhias”, observa Pereira. 

Segundo ele, os diferentes públicos passarão a exigir informações capazes de demonstrar a relação entre riscos, oportunidades e geração de valor. “Investidores, sociedade e reguladores demandarão não apenas mais informações, mas informações relevantes, consistentes e capazes de demonstrar de que maneira riscos e oportunidades podem afetar a geração de valor no curto, médio e longo prazo.” 

Esse movimento já está em curso na companhia. A aplicação das normas IFRS S1 e S2 amplia a conexão entre sustentabilidade, gestão de riscos e informações financeiras, fortalecendo a capacidade de traduzir temas ambientais, sociais e de governança em impactos relevantes para o negócio. 

Na avaliação de Pereira, “a tendência é que as demonstrações financeiras estejam cada vez mais conectadas a esse conjunto de informações, com maior clareza sobre premissas, riscos, oportunidades e seus potenciais efeitos financeiros”. 

Para a B3, a transparência é um elemento central na construção de confiança com investidores, clientes, parceiros e demais participantes do mercado. A empresa acredita que a transparência é fundamental para construir relações baseadas em confiança, especialmente para uma companhia que atua como infraestrutura crítica do mercado financeiro. 

De acordo com ele, ao disponibilizar informações claras, consistentes e acessíveis, fortalecemos a capacidade de investidores, clientes, parceiros e demais participantes de compreender nossas decisões, avaliar riscos e oportunidades e acompanhar a evolução da companhia. 

Essa mesma abordagem está presente na relação com os clientes. Em 2025, a companhia fortaleceu mecanismos de escuta ativa por meio da integração de informações de atendimento, relacionamento, uso de produtos e indicadores operacionais para apoiar decisões mais precisas. 

O executivo destaca que “o B3 Way, por exemplo, reúne serviços, conteúdos, orientações e atualizações regulatórias em um único ambiente, contribuindo para uma relação mais próxima, transparente e orientada à geração de valor”. 

Enquanto isso, tecnologia, transformação digital e sustentabilidade também vêm influenciando a forma como a companhia produz e comunica informações. “Tecnologia, transformação digital e ESG estão mudando não apenas os negócios da B3, mas também a forma como produzimos, analisamos e comunicamos informações”, afirma Pereira. 

Na companhia, o uso de dados e analytics amplia a capacidade de tratamento e análise das informações. Além disso, ele pondera que, o uso de dados e analytics amplia nossa capacidade de transformar grandes volumes de informação em análises mais precisas, enquanto a inteligência artificial já é aplicada em produtos e serviços, análise preditiva de risco, detecção de fraudes e experiências digitais. 

No campo ESG, a integração entre sustentabilidade, gestão de riscos, estratégia e finanças vem ganhando relevância crescente. A revisão da estratégia de sustentabilidade e a adoção voluntária das normas IFRS S1 e IFRS S2 fazem parte desse processo.  

De acordo com Pereira, “a revisão da estratégia de sustentabilidade e a adoção voluntária das normas IFRS S1 e S2 representam avanços importantes nessa direção, ao conectar riscos e oportunidades de sustentabilidade à tomada de decisão e à geração de valor”. 

O objetivo, finaliza ele, é manter a tecnologia e a qualidade dos dados a serviço da transparência. “Nosso objetivo é que a tecnologia e a qualidade dos dados estejam a serviço de uma comunicação cada vez mais transparente, consistente e relevante para o mercado e para a sociedade.” 

João Paulo Gonzaga Pereira, superintendente de Contabilidade e Tributos da B3

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *