A transparência é um dos pilares da relação da Irani Papel e Embalagem com seus públicos e da construção de valor no longo prazo. Segundo André Camargo de Carvalho, diretor de Administração, Finanças e Relações com Investidores da companhia, oferecer informações claras, consistentes e acessíveis fortalece a governança, melhora a qualidade das decisões e amplia a confiança de investidores, clientes, colaboradores, parceiros e da sociedade.
Ao longo dos anos, a empresa consolidou iniciativas voltadas à ampliação da transparência e ao fortalecimento de sua governança corporativa. Entre os principais marcos dessa trajetória estão os 20 anos de publicação de relatórios de sustentabilidade, divulgados desde 2006 com asseguração de auditoria independente, o Re-IPO realizado em 2020 e a entrada no Novo Mercado da B3, segmento de mais alto nível de governança corporativa da bolsa brasileira. A companhia está listada na B3 desde 1977.
A Irani também destaca a publicação voluntária do Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, alinhado aos padrões IFRS S1 e IFRS S2 e às normas CBPS 01 e CBPS 02, além da disponibilização de uma Central de Indicadores aberta ao público, com séries históricas comparáveis ao longo do tempo.
A qualidade e a confiabilidade das informações divulgadas ao mercado são resultado de uma combinação de governança, controles internos, processos estruturados e atuação integrada de diferentes áreas da companhia. De acordo com Carvalho, a empresa mantém uma atuação pautada pelo rigor técnico, pela consistência dos dados e pelo cumprimento das normas e requisitos regulatórios. O objetivo é assegurar que as informações sejam claras, completas e úteis para a tomada de decisão.
Além do atendimento às exigências regulatórias, a companhia afirma valorizar uma cultura de transparência, responsabilidade e integridade. A revisão permanente dos processos e a atuação conjunta das áreas de Finanças, Controladoria, Relações com Investidores e demais setores envolvidos contribuem para aumentar a segurança das informações disponibilizadas ao mercado. “É fundamental para fortalecer a governança, a confiança dos investidores e a credibilidade da companhia no longo prazo.”
Transparência além dos resultados financeiros
Na avaliação da Irani, a transparência corporativa deve evoluir para um modelo cada vez mais integrado, em que investidores, sociedade e órgãos reguladores buscam compreender não apenas o desempenho financeiro, mas também os fatores que influenciam a geração de valor no longo prazo.
A tendência, segundo a companhia, é de uma conexão crescente entre estratégia, resultados, riscos, oportunidades e aspectos ambientais, sociais e de governança. Nesse contexto, as demonstrações financeiras passam a refletir uma visão mais ampla do negócio, incorporando informações que permitam compreender melhor os impactos potenciais de temas como sustentabilidade, mudanças climáticas e gestão de riscos sobre a performance empresarial.
Para Carvalho, o desafio dos próximos anos será garantir que o aumento do volume e da complexidade das informações seja acompanhado de clareza, objetividade e consistência. “Transparência não significa apenas divulgar mais, mas divulgar melhor, com informações relevantes, confiáveis e que contribuam efetivamente para uma tomada de decisão mais consciente.”
A companhia considera a transparência um elemento fundamental para a construção de relações de confiança com investidores, clientes, consumidores, colaboradores, parceiros e sociedade. O executivo acredita que, quando a empresa comunica de forma clara, consistente e responsável seus resultados, decisões, desafios e compromissos, permite que cada público compreenda melhor o negócio e tome decisões com mais segurança. Para investidores, isso se traduz em maior qualidade e previsibilidade das informações; para clientes e consumidores, em maior conhecimento sobre a empresa, seus produtos e seus compromissos; e para colaboradores e parceiros, em coerência entre discurso e prática.
Como evidência desse fortalecimento da relação com seus públicos, a companhia destaca a ampliação da base de investidores minoritários após o Re-IPO. O número de acionistas passou de 3,5 mil em junho de 2020 para 88,5 mil em 2025.
A empresa também cita reconhecimentos externos relacionados às suas práticas de sustentabilidade e governança, como a presença simultânea nos índices ISE, ICO2 e IDIV da B3, além da entrada no INDX em 2025. Entre os destaques mencionados estão ainda o rating A na Pesquisa com Partes Interessadas da Humanizadas e a prestação pública de contas sobre a destinação dos recursos captados nas três emissões de debêntures verdes realizadas pela companhia.
“Na Irani, entendemos que confiança não se constrói apenas por meio de resultados, mas também pela forma como nos relacionamos e prestamos contas. Por isso, buscamos manter uma comunicação aberta, responsável e acessível, fortalecendo relações de longo prazo e contribuindo para a geração de valor sustentável”, diz Carvalho.
Tecnologia, inteligência artificial e ESG
Para a Irani, tecnologia, transformação digital, inteligência artificial e sustentabilidade vêm transformando a forma como as empresas produzem, analisam e comunicam informações. Na visão de Carvalho, esses avanços tornam os processos mais integrados, ágeis e seguros, ampliando a capacidade de transformar dados em informações relevantes para a tomada de decisão. Ferramentas digitais e soluções de inteligência artificial também podem apoiar a análise de grandes volumes de dados, a identificação de tendências e o aprimoramento de processos e controles.
Ao mesmo tempo, a evolução das práticas de sustentabilidade exige níveis cada vez maiores de qualidade, rastreabilidade e consistência na coleta e consolidação de informações ambientais, sociais e de governança. Esse movimento aproxima informações financeiras e não financeiras e amplia a demanda por dados capazes de explicar não apenas os resultados obtidos, mas também os fatores que influenciam a capacidade de geração de valor no longo prazo.
“Por isso, nosso desafio é utilizar a tecnologia para aumentar a qualidade dos dados e, ao mesmo tempo, comunicar essas informações com cada vez mais clareza, objetividade e confiabilidade”, conclui o executivo.