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3º Prêmio de Boas Práticas ESG ANEFAC & BDO terá novas categorias e governança reforçada 

A ANEFAC lançou oficialmente a terceira edição do Prêmio de Boas Práticas ESG ANEFAC & BDO, iniciativa que tem como objetivo reconhecer organizações que incorporam os pilares ambiental, social e de governança à estratégia de negócios de forma estruturada e alinhada à geração de valor de longo prazo. 

O anúncio foi realizado durante uma live conduzida pelos membros da ANEFAC, Davi Kallás, conselheiro, Gisele Batista, diretora de ESG e integrante do Comitê Técnico do prêmio, e Marta Pelúcio, conselheira e membro da Comissão Julgadora. A iniciativa nasceu com o propósito de reconhecer organizações comprometidas com práticas sustentáveis e inspirar outras empresas a avançarem nessa agenda.  

“O prêmio foi construído ao longo de anos de trabalho colaborativo, com a participação de profissionais renomados e academias reconhecidas, garantindo um reconhecimento que não apenas celebre conquistas, mas que também inspire outras organizações a seguir o caminho da responsabilidade e da inovação”, afirmou Kallás. 

BDO passa a ser mantenedora oficial 

Uma das principais novidades desta edição é a entrada da BDO como mantenedora oficial da bandeira do prêmio. Segundo Kallás, a parceria representa muito mais do que um apoio institucional. “A BDO passa a ser a mantenedora oficial da bandeira do prêmio. Isso é muito mais do que um patrocínio, é uma aliança de fortalecimento de valores. A BDO sempre colocou sustentabilidade e transparência no centro de sua atuação”, destacou. 

O executivo também agradeceu aos patrocinadores, apoiadores e empresas participantes, ressaltando que reconhecer boas práticas é uma das formas mais efetivas de estimular mudanças positivas no ambiente corporativo. “Cada um de vocês é peça essencial dessa engrenagem. Reconhecer boas práticas é o caminho mais eficaz para inspirar mudanças reais no mercado.” 

ESG como estratégia de negócios 

A ANEFAC completa mais de 58 anos de história gerando conhecimento e promovendo o relacionamento entre executivos. Para a entidade, o ESG não é uma pauta nova nem passageira. É uma transformação estrutural da forma de fazer negócios. É importante destacar que a sustentabilidade passou a ser um fator determinante para a competitividade das empresas. Empresas que não integram critérios ESG à sua gestão estratégica simplesmente não estarão preparadas para os desafios do século XXI, seja na captação de recursos, na relação com investidores ou na perenidade do negócio. 

Governança é um dos diferenciais do prêmio 

A estrutura de governança é um dos principais diferenciais da premiação. Segundo Gisele Batista, o processo de avaliação é conduzido por quatro instâncias independentes e complementares: 

Diretoria Executiva da ANEFAC; 

Comissão Técnica; 

Comissão Acadêmica; 

Comissão Julgadora. 

A Comissão Acadêmica é formada por instituições como FECAP, FGV, FIPECAFI e FUCAPE, responsáveis por contribuir para o rigor metodológico e a qualidade das avaliações. “A intenção é justamente mostrar a imparcialidade que existe no prêmio, a consistência técnica e a transparência do processo. Nós buscamos evidências concretas para identificar organizações que efetivamente geram valor por meio da agenda ESG”, afirmou Batista. 

De acordo com a diretora de ESG, o processo de análise vai muito além da comunicação institucional das empresas. Os avaliadores examinam relatórios, indicadores, demonstrações financeiras, políticas corporativas e demais evidências apresentadas pelas organizações. Também podem realizar pesquisas complementares em canais públicos para validar as informações submetidas. “Nós não avaliamos apenas o discurso institucional. Buscamos evidências. Queremos entender exatamente o que está acontecendo e como essa estratégia está sendo implementada dentro da organização”, explicou. 

Entre os aspectos analisados estão: 

coerência entre estratégia e governança; 

indicadores e metas; 

resultados alcançados; 

materialidade dos temas ESG; 

participação da alta liderança; 

mecanismos de monitoramento; 

aderência às melhores práticas nacionais e internacionais. 

Segundo Batista, a metodologia do prêmio está fundamentada na ABNT PR 2030, referência utilizada para avaliação da maturidade ESG e da dupla materialidade das organizações. “O prêmio é embasado na PR 2030 da ABNT. Não estamos fazendo algo isolado ou fora da realidade do mercado. Estamos trazendo uma robustez metodológica muito forte e alinhada às principais referências nacionais e internacionais.” 

Além da ABNT PR 2030, o processo considera referências amplamente adotadas pelo mercado, como: GRI, SASB, TCFD, IFRS S1 e IFRS S2. Essa estrutura permite diferenciar empresas que efetivamente incorporam a sustentabilidade ao negócio daquelas que apenas comunicam ações isoladas. “Nosso trabalho é buscar reduzir o greenwashing e reconhecer organizações que demonstrem compromisso real, gestão estruturada e capacidade de transformar a sustentabilidade em geração de valor”, explicou Batista. 

Terceira edição amplia categorias 

Uma das principais mudanças anunciadas para 2026 é a ampliação das categorias participantes. Além das categorias já existentes, passam a concorrer: 

seguradoras; 

médias empresas. 

Também permanecem elegíveis: 

empresas de capital aberto; 

empresas de capital fechado; 

bancos; 

instituições financeiras; 

fundos de investimento. 

A ampliação permite retratar melhor a diversidade do ambiente empresarial brasileiro. Na visão de Batista, o mercado está mais maduro e o prêmio acompanha essa evolução. “Queremos ampliar a representatividade empresarial sem abrir mão do rigor técnico que caracteriza o processo de avaliação.” 

Novos reconhecimentos  

O prêmio vem passando por um processo contínuo de amadurecimento desde sua criação e que novas formas de reconhecimento devem ser incorporadas nesta edição. Segundo Marta Pelucio, a evolução observada nos cases apresentados ao longo dos anos levou o comitê a aprimorar os critérios para valorizar diferentes estágios de maturidade ESG. “O prêmio ainda é uma criança de três anos, mas está amadurecendo rapidamente. A cada edição percebemos novas oportunidades de reconhecer empresas que se destacam em diferentes estágios da jornada ESG.” 

Sem antecipar detalhes, Pelucio adiantou que novidades serão apresentadas ao longo da edição. “Não posso dar spoiler, mas teremos muitas novidades.” Outro aspecto é a preocupação em assegurar comparações justas entre empresas de diferentes segmentos e portes. A metodologia considera a materialidade específica de cada setor, permitindo que organizações sejam avaliadas dentro de contextos semelhantes. “Não se trata de comparar uma empresa pequena com uma grande. O que avaliamos é a qualidade da gestão ESG e como a sustentabilidade está integrada à estratégia daquela organização.” 

A especialista ressaltou que o foco do prêmio está na maturidade da gestão e não no tamanho da empresa. Na visão da Comissão Julgadora, a agenda ESG vem se tornando cada vez mais relevante para acesso a capital e relacionamento com investidores, credores e demais stakeholders. “O mercado não premia mais apenas o discurso. Hoje ele valoriza ação consistente e capacidade de transformar desafios em vantagem competitiva”, disse Pelúcio. 

Para ela, organizações que conseguem demonstrar transparência, governança e compromisso com a sustentabilidade tendem a fortalecer sua reputação e ampliar oportunidades de negócios. “Quem não se mexer não vai ter mais acesso ao financiamento. A sustentabilidade passou a ser uma questão de competitividade e de acesso ao mercado.” 

As inscrições para a terceira edição do Prêmio de Boas Práticas ESG ANEFAC & BDO encerram em agosto.  

Link para acessar a live completa: 

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