A transparência é um valor que evoluiu e se fortaleceu ao longo dos 70 anos de trajetória da Copa Energia. Segundo Marcio Lewin, CFO da companhia, um dos principais marcos desse processo foi a integração das marcas Copagaz e Liquigás, que exigiu a consolidação de um modelo de governança mais robusto, unificado e transparente.
De acordo com o executivo, outro momento importante foi o avanço da estratégia da empresa de se tornar um balcão energético, ampliando o diálogo com o mercado, investidores e sociedade. “A confiabilidade das demonstrações financeiras da Copa Energia é sustentada por controles internos, comitês de governança e processos de auditoria independente.”
Na percepção dele, a companhia adota práticas contábeis voltadas à integridade dos dados e ao cumprimento das exigências regulatórias. “Esses elementos dão suporte à qualidade das informações divulgadas pela empresa.”
Transparência e novas exigências do mercado
Ao olhar para os próximos anos, Lewin afirma que a transparência deixará de ser apenas um exercício retrospectivo de dados financeiros. “O mercado e órgãos reguladores já exigem maior convergência entre números financeiros e indicadores climáticos e sociais.”
Na visão do CFO, essa evolução deve se refletir nas demonstrações financeiras por meio de notas explicativas mais detalhadas sobre gestão de riscos de transição, alocação de capital em projetos verdes e impactos regulatórios. “Esse cenário exigirá relatórios integrados, auditáveis e comparáveis globalmente.”
A Copa Energia também busca dar visibilidade aos investimentos relacionados à inovação, descarbonização e desenvolvimento de novas fontes energéticas. A companhia procura reportar com clareza a destinação desses recursos.
De acordo com Lewin, o relatório de sustentabilidade busca demonstrar como essas iniciativas estão relacionadas à estratégia de transição energética da empresa. O objetivo, segundo ele, é permitir que o mercado acompanhe como essa estratégia gera valor econômico, ambiental e social no longo prazo.
Tecnologia e comunicação corporativa
A tecnologia e a transformação digital também influenciam a forma como a Copa Energia produz e comunica suas informações. O executivo aponta que esses recursos têm auxiliado na automação da coleta de dados, na rastreabilidade dos processos e na mitigação de riscos operacionais. “O uso de ferramentas digitais e análises avançadas permite consolidar indicadores com maior agilidade e consistência.”
Para ele, a agenda ESG também influencia a comunicação corporativa, direcionando-a para um formato mais didático, conectado e transparente. “Tecnologias digitais e inteligência artificial tendem a apoiar cada vez mais a análise e a comunicação dos dados. Esse movimento contribui para que a companhia entregue informações mais transparentes, tempestivas e úteis para investidores e demais públicos de relacionamento”, finaliza.