A transparência sempre esteve presente nos valores da ENGIE Brasil, mas ganhou importância estratégica ao longo dos anos à medida que a companhia passou a enxergá-la como um elemento essencial para a construção de confiança, o fortalecimento da governança e a perenidade dos negócios.
Segundo Romary Anjos, gerente de contabilidade da ENGIE Brasil, a adoção de uma postura proativa vai além do simples atendimento às obrigações regulatórias. “A adoção de uma postura proativa vai além de cumprir obrigações regulatórias, refletindo um compromisso ético e contínuo com acionistas, clientes, colaboradores e sociedade.”
De acordo com a executiva, essa evolução combinou uma transformação cultural, com envolvimento direto das lideranças, e uma diretriz de longo prazo que passou a orientar a tomada de decisões da companhia.
Entre os marcos apontados pela empresa estão o Troféu Transparência da ANEFAC, a participação no Novo Mercado da B3 e a presença no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) desde sua criação, em 2005. A companhia também destaca sua inclusão no Índice Carbono Eficiente (ICO2), no Índice de Diversidade (IDIVERSA) e no Dow Jones Best-in-Class Emerging Markets Index.
Para garantir a qualidade, a clareza e a confiabilidade das demonstrações financeiras, a ENGIE afirma apoiar sua estratégia em valores como ética, responsabilidade socioambiental, transparência e excelência na gestão.
A estrutura de governança conta com o Programa de Integridade e com o Comitê de Ética de Ativos. “No âmbito de processos e governança, a garantia da transparência financeira é suportada pela atuação contínua do Programa de Integridade e do Comitê de Ética de Ativos, encarregado de monitorar e identificar riscos éticos, além de promover ações de prevenção e mitigação”, afirma Romary Anjos.
A executiva ressalta ainda a atuação integrada das áreas de Contabilidade e Sustentabilidade para garantir métricas alinhadas e indicadores baseados em critérios técnicos consistentes. Segundo ela, essa robustez também é fortalecida pela adoção de normas internacionais de contabilidade, como o IFRS 18.
Novas demandas de transparência
Na avaliação da ENGIE, a transparência corporativa deverá evoluir para um modelo cada vez mais integrado entre informações financeiras, métricas socioambientais e gestão de riscos climáticos.
Para a companhia, sociedade, investidores e órgãos reguladores deverão exigir níveis mais elevados de padronização, comparabilidade e rastreabilidade das informações corporativas, especialmente diante dos desafios associados à sustentabilidade e à transição energética. “A transparência corporativa evoluirá rumo à integração indissociável entre dados financeiros, métricas socioambientais e gestão de riscos climáticos”, afirma a executiva.
Para ela, essa tendência terá reflexos diretos nas demonstrações financeiras. A adoção do IFRS 18, prevista para janeiro de 2027, deverá ampliar a clareza e a comparabilidade na apresentação das receitas, despesas e do desempenho operacional.
A ENGIE afirma que continuará direcionando sua estratégia para acelerar a transição para uma economia neutra em carbono, buscando transmitir previsibilidade e confiança aos investidores. A companhia busca equilíbrio entre a divulgação de informações financeiras e a comunicação de temas ligados à transição energética, investimentos e sustentabilidade.
Na visão da executiva, esse processo ocorre por meio da atuação conjunta das áreas de Sustentabilidade e Contabilidade, conectando indicadores técnicos e métricas de desempenho de acordo com diretrizes internacionais.
O objetivo, segundo ela, é permitir que o mercado compreenda de forma mais clara os riscos climáticos, o retorno dos investimentos e a evolução das metas de descarbonização.
A transformação digital também vem alterando a forma como essas informações são produzidas e comunicadas. A companhia destaca que automatizou a coleta mensal de dados do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), cujos indicadores são acompanhados trimestralmente pela Diretoria Executiva.
Na comunicação com investidores e sociedade, a empresa passou a utilizar ferramentas de inteligência artificial em canais de atendimento e no portal de Relações com Investidores.
“Acreditamos ser essencial integrar tecnologia, inovação e trabalho conjunto entre áreas como Finanças, Contabilidade, Jurídico e TI para assegurar a máxima precisão das informações, a consistência dos dados e a clareza na comunicação com investidores, órgãos reguladores e com a sociedade”, finaliza Romary Anjos.