Cemig: Transparência amplia integração entre finanças e sustentabilidade  

A transparência é um valor histórico da Cemig, mas ganhou ainda mais relevância com a evolução da governança corporativa e das exigências do mercado de capitais. Na percepção de Leonardo Magalhães, CFO da companhia, nos últimos anos a empresa ampliou significativamente suas divulgações ESG, climáticas e de sustentabilidade, adotando uma visão mais integrada entre desempenho financeiro e não financeiro. 

Para ele, a qualidade das informações divulgadas pela companhia é sustentada por uma estrutura de governança, controles internos, auditoria interna e auditoria independente, além da conformidade com normas contábeis, regulatórias e do mercado de capitais. “Há forte integração entre as áreas financeiras, operacionais, regulatórias e de sustentabilidade, com o objetivo de garantir consistência e rastreabilidade dos dados reportados pela empresa.” 

Evolução das exigências de transparência 

Ao olhar para os próximos anos, Magalhães avalia que a transparência corporativa caminhará para uma visão cada vez mais integrada entre desempenho financeiro, estratégia e sustentabilidade. 

Segundo ele, investidores, reguladores e sociedade não estão interessados apenas nos resultados financeiros de cada período, mas também em compreender como as empresas gerenciam riscos climáticos, oportunidades associadas à transição energética e a criação de valor no longo prazo. 

De acordo com o CFO, a Cemig busca demonstrar não apenas seus resultados atuais, mas também como seus investimentos contribuem para a perenidade dos negócios. “Essa visão é apresentada por meio da divulgação integrada de resultados financeiros, investimentos em infraestrutura, metas ESG e compromissos climáticos, permitindo aos públicos de interesse acompanhar aspectos de curto e de longo prazo da companhia.” 

Transformação digital e novas ferramentas 

A transformação digital também influencia a forma como a Cemig produz e comunica suas informações ao mercado e à sociedade. 

Magalhães explica que a companhia passa por um processo de modernização marcado pela implantação de um novo sistema ERP, iniciativa que amplia a integração, a qualidade e a rastreabilidade das informações. 

O executivo afirma que esse movimento contribui para tornar os processos de reporte mais ágeis e confiáveis. “Ao mesmo tempo, a agenda ESG ampliou o escopo das divulgações da empresa, incorporando temas como transição energética, mudanças climáticas e sustentabilidade.” 

Nesse contexto, Magalhães avalia que tecnologias digitais e inteligência artificial tendem a apoiar cada vez mais a análise e a comunicação dos dados, permitindo à companhia entregar informações mais transparentes, tempestivas e úteis para investidores e demais stakeholders.  

Leonardo Magalhães, CFO da Cemig

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