CSN: Credibilidade será ativo cada vez mais valioso para as empresas 

A transparência corporativa vem assumindo papel cada vez mais estratégico nas organizações. Em um ambiente marcado pelo avanço das exigências regulatórias, pela evolução das normas contábeis e pela crescente demanda por informações relacionadas à sustentabilidade, a qualidade dos reportes tornou-se um dos principais pilares da credibilidade empresarial. Para Acyr Frauches Curty, da gerência geral de controladoria da CSN, quanto mais transparente for uma companhia, maior será o valor de seu principal ativo intangível: a confiança do mercado. 

Segundo ele, a transparência sempre esteve presente na trajetória da empresa. A evolução desse processo ocorreu de forma contínua, apoiada em uma gestão voltada à melhoria permanente dos processos e na execução disciplinada de um planejamento estratégico de longo prazo. “A CSN sempre teve uma gestão sólida e transparente; e sempre incentivou a melhoria contínua dos seus processos”, afirma. Citando ainda que, um dos principais pilares dessa evolução é a busca constante por acurácia nas informações divulgadas e pela transparência nos reportes destinados aos diversos públicos de interesse da companhia. 

Cultura de excelência e governança 

Para garantir a qualidade, a confiabilidade e a clareza das demonstrações financeiras, a empresa atribui papel central às pessoas e à cultura organizacional. 

De acordo com Curty, a construção de uma cultura de excelência passa pela formação de equipes altamente qualificadas e comprometidas com a qualidade da informação. Esse processo é complementado por treinamentos contínuos, investimentos em ferramentas de aprimoramento e uma estrutura de governança alinhada ao compromisso de transparência com o mercado e os investidores. 

A missão corporativa da companhia também funciona como referência para essa atuação. “Fazer bem, fazer mais, fazer pra sempre”, resume Curty. Na avaliação do executivo, a combinação entre qualificação técnica, disciplina operacional e governança é fundamental para assegurar a consistência dos reportes financeiros e fortalecer a confiança dos stakeholders. 

A tendência, na visão dele, é que a transparência corporativa ganhe ainda mais relevância nos próximos anos. Ele destaca que tanto os órgãos reguladores quanto o International Accounting Standards Board (IASB), responsável pelas normas internacionais de contabilidade, vêm ampliando os requisitos relacionados à divulgação de informações corporativas, movimento que contribui para elevar o padrão de prestação de contas das empresas. “Acredito firmemente que a transparência corporativa deverá sempre evoluir de forma a buscar a máxima excelência e transparência com o mercado”, afirma. 

Para o executivo, essas mudanças refletem uma demanda cada vez maior dos stakeholders por informações consistentes e abrangentes. Além dos indicadores financeiros tradicionais, temas ligados à sustentabilidade e à agenda ambiental passaram a ocupar espaço crescente na avaliação das empresas. Nesse contexto, a credibilidade tende a se consolidar como um diferencial competitivo relevante. “Quanto mais transparente for, maior será o valor do seu ativo credibilidade”, diz. 

Mercado cobra mais agilidade e precisão 

Entre as principais demandas recebidas pela companhia estão informações financeiras disponibilizadas com rapidez e elevado nível de precisão. Curty salienta que, investidores e demais stakeholders esperam acesso cada vez mais ágil a dados confiáveis e detalhados sobre a situação econômico-financeira das empresas. 

Para atender a essas expectativas, a CSN busca ampliar o volume de informações disponibilizadas em seus reportes ao mercado, preservando a filosofia de máxima transparência na comunicação corporativa. 

A exigência por tempestividade na divulgação de resultados tem levado as organizações a revisar processos internos e investir em tecnologias capazes de acelerar a produção e a consolidação das informações financeiras. 

Nesse cenário, a transformação digital e a inteligência artificial ganham protagonismo. De acordo com ele, as automações suportadas por diferentes níveis de inteligência artificial vêm contribuindo para melhorar significativamente a acurácia dos dados e reduzir os prazos de elaboração das demonstrações financeiras. 

Esse avanço se torna ainda mais relevante diante da adoção crescente das normas de sustentabilidade e dos novos padrões de divulgação relacionados a riscos e oportunidades ESG. Na visão do executivo, essas exigências demandam informações muito mais granulares do que aquelas tradicionalmente apresentadas pelas empresas. 

Sem automação, Curty observa que, a produção desse volume de dados exigiria períodos muito maiores de processamento e análise, comprometendo a capacidade das organizações de comunicar informações relevantes no momento adequado. “Hoje toda a tecnologia disponível para as empresas atua como um catalisador para a governança crescente”, afirma. 

Na prática, essa transformação permite que as companhias produzam informações mais rápidas, detalhadas e precisas, fortalecendo a qualidade dos reportes e ampliando a capacidade de resposta às demandas de investidores, reguladores e da sociedade. 

Ao finalizar, ele aponta que a convergência entre tecnologia, governança, transparência e sustentabilidade deve definir a próxima etapa da evolução dos reportes corporativos, consolidando um modelo em que a credibilidade das empresas será construída não apenas pelos resultados financeiros, mas também pela qualidade e pela profundidade das informações compartilhadas com o mercado. 

Acyr Frauches Curty, da gerência
geral de controladoria da CSN

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