Dexco: Qualidade da informação está no centro da transparência  

A transparência sempre foi um princípio importante para a Dexco. Ao longo dos anos, porém, a companhia passou a ampliar a forma como traduz esse compromisso para seus diferentes públicos, incorporando novos mecanismos de governança, aprimorando a qualidade das informações divulgadas e fortalecendo a conexão entre estratégia, riscos e geração de valor. 

Segundo Lucianna Raffaini, CFO da empresa, o conceito de transparência vai além da divulgação de resultados financeiros. “A transparência sempre foi um princípio importante para a Dexco. O que evoluiu ao longo do tempo foi a forma de traduzir esse compromisso em uma comunicação cada vez mais clara, integrada e conectada à estratégia do negócio.” 

Para a executiva, transparência significa permitir que investidores, reguladores, colaboradores, parceiros e demais públicos compreendam como a companhia toma decisões, quais são suas prioridades, quais riscos e oportunidades são identificados e como trabalha para gerar valor de forma sustentável. 

De acordo com a CFO, esse avanço acompanha o amadurecimento da governança corporativa da empresa. Ao longo dos anos, a companhia passou a integrar cada vez mais informações financeiras e não financeiras, ampliando a qualidade e a profundidade de seus relatórios. 

Um marco desse processo ocorreu em 2018, com a publicação do primeiro Relato Integrado da companhia, uma evolução do Relatório Anual que a empresa publicava desde 2004. A empresa acredita que a adoção desse modelo ampliou a forma como apresenta sua atuação, permitindo mostrar não apenas os resultados, mas também os fatores que estão por trás deles e como a estratégia se conecta à geração de valor no longo prazo. 

Segundo a executiva, a evolução continua. A companhia está em processo de implementação das normas IFRS S1 e IFRS S2, desenvolvidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), que estabelecem requisitos para a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e ao clima. 

A empresa vem trabalhando para adequar seu atual Relato Integrado aos requerimentos dessas normas e às expectativas dos investidores e dos mercados financeiros. “É uma evolução importante da própria lógica de transparência. Não se trata apenas de ampliar a quantidade de informações divulgadas, mas de melhorar sua qualidade, consistência e conexão com aquilo que efetivamente influencia a geração de valor da companhia no curto, médio e longo prazo”, explica Raffaini. 

Para ela, a qualidade das informações divulgadas ao mercado depende de processos estruturados e começa muito antes da publicação das demonstrações financeiras e depende de uma combinação de processos, controles, governança e, principalmente, de uma cultura de responsabilidade sobre os dados. 

A empresa conta com estruturas de governança e controles internos que envolvem diferentes áreas e instâncias de acompanhamento, além dos processos de auditoria. Existe ainda uma cadeia de validação das informações antes da divulgação, sempre em conformidade com as normas e os requisitos regulatórios.  

Mas, na avaliação da executiva, um dos maiores desafios atuais está na qualidade dos dados desde sua origem. “Em uma companhia com diferentes negócios e operações, ter informações confiáveis, integradas e disponíveis no momento certo é essencial não apenas para o reporte ao mercado, mas para a própria gestão.” 

Nesse contexto, tecnologia, dados e disciplina de processos assumem papel relevante para apoiar a gestão e aprimorar a tomada de decisão. Na visão da empresa, é nesse ponto que tecnologia, dados e disciplina de processos se tornam importantes. Quanto melhor a informação, melhor a capacidade da Dexo identificar riscos, avaliar alternativas e tomar decisões que contribuam para a geração de valor. 

Integração entre finanças, estratégia e riscos 

Ao olhar para os próximos anos, a CFO acredita que a principal transformação da transparência corporativa será a integração cada vez maior entre informação financeira, estratégia e gestão de riscos. “Os investidores e os demais públicos querem entender não apenas o que aconteceu com os resultados, mas quais fatores podem impactar a geração de valor da companhia daqui para frente.” 

Essa demanda, ela relata, exige uma visão mais ampla sobre riscos e oportunidades, incluindo temas como mudanças climáticas, eficiência operacional, capital humano, tecnologia e outros fatores capazes de influenciar o desempenho dos negócios. 

Na Dexco, esse movimento já vem sendo incorporado à gestão e ao processo de prestação de contas. Isso exige uma visão mais ampla sobre riscos e oportunidades, incluindo temas como mudanças climáticas, eficiência operacional, capital humano, tecnologia e outros fatores que podem ter impacto sobre o negócio. 

A empresa tem avançado justamente nessa direção, incorporando cada vez mais esses elementos à gestão e ao processo de prestação de contas. Um exemplo é o trabalho que estão realizando para se preparar para a implementação das normas IFRS S1 e S2, que reforçam a conexão entre sustentabilidade, riscos, estratégia e desempenho financeiro. 

Para a executiva, as demonstrações financeiras e os demais documentos divulgados ao mercado devem caminhar para um cenário de maior integração, consistência e comparabilidade. “O desafio será transformar um volume cada vez maior de informações em algo que seja, de fato, útil para a tomada de decisão.” 

Na avaliação de Raffaini, a transparência é um dos principais elementos para a construção de relações de confiança com investidores, reguladores, comunidades, parceiros, colaboradores e a sociedade. “A transparência é um dos pilares para construir confiança. E confiança é algo que se constrói com consistência ao longo do tempo.” 

Ela pondera que essa construção exige clareza na comunicação sobre resultados, prioridades, riscos e também os desafios que precisam ser endereçados. “Significa prestar contas sobre o que foi planejado, o que foi realizado e, quando necessário, explicar os desvios e as medidas adotadas.” 

A executiva destaca que a transparência está diretamente associada à responsabilidade da gestão e à capacidade da organização de monitorar a execução de sua estratégia. “Essa postura é importante na relação com investidores, mas também com órgãos reguladores, comunidades, parceiros, colaboradores e a sociedade de forma mais ampla.” 

No entendimento ela, a transparência está diretamente ligada à responsabilidade de gestão. “Não se trata apenas de comunicar bem, mas de ter processos e indicadores que permitam acompanhar a execução, identificar riscos e agir de forma tempestiva. A consistência entre aquilo que a empresa comunica e aquilo que efetivamente entrega é o que fortalece a confiança no longo prazo.” 

A transformação digital, a inteligência artificial e a agenda ESG também vêm influenciando a forma como as empresas produzem, analisam e comunicam informações. A CFO reflete que esses temas estão mudando a forma como as organizações fazem gestão e, consequentemente, como prestam contas ao mercado e à sociedade.  

Ela afirma que tecnologia e inteligência artificial podem aumentar a eficiência dos processos, melhorar a qualidade dos dados e permitir análises mais rápidas e precisas. “Na Dexco, temos avançado na transformação digital e na evolução da nossa arquitetura de dados justamente para tornar a gestão mais integrada e melhorar a qualidade das informações que sustentam nossas decisões.” 

A valor da tecnologia, na percepção da Dexco, está na capacidade de transformar dados em informação de qualidade e informação em decisão. Pois acredita que esse é um ponto fundamental: tecnologia não é um fim em si mesma. O valor está em transformar dados em informação de qualidade e informação em decisão. 

A mesma lógica, segundo ela, se aplica às práticas ESG, que passaram a integrar de forma crescente a estratégia dos negócios, a gestão de riscos e a geração de valor. “Não são agendas paralelas ao negócio. Quando avaliamos riscos climáticos, eficiência no uso de recursos, pessoas, governança ou impactos socioambientais, estamos também olhando para fatores que podem influenciar a sustentabilidade do negócio no longo prazo.” 

Ao final, Lucianna Raffaini afirma que o avanço da transparência corporativa dependerá da capacidade de integrar informações financeiras e não financeiras, tecnologia, gestão de riscos e estratégia em uma narrativa capaz de explicar não apenas os resultados atuais, mas também a construção de valor no futuro. 

Lucianna Raffaini, CFO da Dexco

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