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A importância de dar atenção aos sinais

Mariana, advogada, estava em uma entrevista de emprego com o diretor jurídico de uma grande empresa, na qual gostaria muito de trabalhar.

A entrevista corria bem, sem grandes diferenças de um processo seletivo comum. O diretor não deixava Mariana concluir muitas frases e com constância pegava o celular enquanto ela discorria sobre algum tema questionado por ele, mas ela relativizou, pois o diretor com certeza era muito ocupado.

Quase ao final de entrevista, ele perguntou:

  • Você pretende ter filhos?
  • Não a curto prazo, mas pretendo sim…
  • Ok. Gosto de saber isso porque, quem tem apenas uma mulher na equipe, na verdade não tem nenhuma, porque vocês saem de licença maternidade e nos deixam na mão. Então, é bom que já estejamos alinhados sobre esse assunto.

Mariana ficou desconfortável, mas resolveu não dar muita importância pra isso. Afinal, não é como se ela quisesse ser mãe amanhã.

Poucos dias depois, ficou sabendo que foi aprovada no processo seletivo. Ao receber a proposta, aceitou de maneira efusiva, já que ansiava muito por esta oportunidade.

Porém, já na primeira semana de seu novo desafio, percebeu que os “sinais” demonstrados por seu novo diretor eram exatamente o que, lá no fundo de seu coração, tentou ignorar.

Falta de empatia, impaciência, gritos e ignorância. Mariana entrou em uma espiral de terror psicológico. Os dias se arrastavam. Sempre que seu diretor gritava seu nome, seu coração batia mais depressa.

Mariana começou a comprar e a comer compulsivamente. Fez dívidas com o banco. Tentava, sem sucesso, buscar nos bens materiais algum tipo de subterfúgio à sua dura realidade no trabalho.

Passado algum tempo, conseguiu uma oportunidade em outra empresa, após muito pesquisar e se certificar de que não trocaria seis por meia dúzia. Com o valor da rescisão, pagou suas dívidas e iniciou uma nova vida.

De toda esta situação, a lição que ficou na vida de Mariana foi a de que não devemos, em hipótese alguma, ignorar os sinais que a vida – ou as pessoas – nos dão.

Esta história não é ficção, ela realmente existiu e, certamente, representa a história de muitas outras mulheres ainda hoje.

Lembre-se sempre que o dia 8 de março não é uma data comemorativa, ela é representativa, que surgiu para lembrar-nos sempre da luta por justiça e reconhecimento das mulheres na sociedade.

Esse texto relata a história que uma amiga da Fernanda Macedo vivenciou e contou para o Lorde Excrachá pedindo sua opinião.

E o que o Lorde poderia dizer?

Estou com todas vocês nesta luta, lutem sempre como uma garota!

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Lord Excrachá trouxe essa história a partir da história contada por Cristina Augusto Mariano Rodrigues sobre suas impressões a respeito do processo de feedback para gestores. E você? Tem uma boa história para nosso Lord?

Se você tem um causo inusitado, engraçado ou curioso envolvendo o mundo corporativo para contar, envie para esta coluna pelo e-mail comunicacao@anefac.org.br, que nosso lorde está pronto para escrachar. Mas pode ficar tranquilo, como todo lorde que se preze, Lord Excrachá é discreto. (Importante: as identidades dos colaboradores desta coluna não serão divulgadas.)

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Lord Excrachá é uma criação de Emerson W. Dias, vice-presidente de Capital Humano da ANEFAC e fundador do portal e da série de livros O Inédito Viável.

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