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Congresso ANEFAC internacional foi transmitido ao vivo para Brasil, Colômbia, México, Argentina e Espanha 

Em continuação ao seu 24º Congresso, a ANEFAC realizou a sua versão do evento no formato on-line e internacional abrangendo vários países: Brasil, Argentina, Colômbia, México e Espanha. Com o tema “Regreso al futuro” e recorde de público, a segunda edição do evento trouxe três grandes temáticas à discussão: ESG e como integrá-lo a cultura corporativa, depois felicidade corporativa e finalmente o impacto do metaverso: que futuro teremos? 

A presidente nacional da ANEFAC, Marta Pelucio, fez a abertura do evento e introduziu todos os painéis, que ainda tiveram participação como mediadores e mediadoras de outros membros da entidade: Cecilia Geron, vice-presidente da Regional São Paulo e sócia na Praesum Contabilidade, Emerson Dias, escritor, consultor e vice-presidente de Capital Humano, e Vivian Krebs, diretora executiva na ANEFAC Colômbia e sales manager na Tech6 Group.  

Sustentabilidade, ESG e informação empresarial 

Quando se fala em desenvolvimento sustentável se fala em crescimento sustentável. Dentro de um conceito latino-americano, isso evidência a capacidade dos ecossistemas para o sustento das espécies considerando as suas fragilidades. Segundo Carlos Larrinaga, professor na Universidade de Burgos da Espanha, que palestrou no Congresso Internacional ANEFAC, essa questão está relacionada às transformações necessárias dentro das operações das empresas para que o desenvolvimento sustentável realmente aconteça.  

Na prática, ele explica que é justamente como a necessidade da sustentabilidade afeta às empresas. “Elas têm um papel fundamental no mundo, uma responsabilidade social, que vai além da econômica e legal e impacta na própria tomada de decisão, como por exemplo, a limitação que recai sobre a emissão de gás de cada uma”.  

Larrinaga avalia que há alguns aspectos importantes a serem observados neste contexto. O primeiro deles é olhar para dentro da operação daquela empresa, avaliando toda a cadeia, ou seja, quais são os impactos das suas atividades no meio ambiente e na sociedade, já o segundo está relacionando ao olhar de fora dentro em como os investidores enxergam aquela organização, e isso se dá por meio de indicadores que classificam as empresas dentro de padrões e requisitos estabelecidos numa agenda global, levando em consideração o valor e os riscos daquele negócio. E, por último, a segurança das informações que é como a empresa comunica e comprova as ações que vem tomando para reduzir o impacto das suas operações.  

Compartilhando a experiência da sua empresa com sustentabilidade energética empresarial, Angélica Rodrigues Molano, coordenadora HSE na Schneider Electric da Colômbia e palestrante no evento, mostra que entre as ações ESG realizadas estão: o desenvolvimento de uma política energética e uma de meio ambiente, estabelecimento de objetivos energéticos e campanha capacitadora aos colaboradores. Não é apenas estipular objetivos, é preciso envolver as pessoas nas metas para que elas se concretizem. Além disso, adotar boas práticas e monitorar para identificar e analisar seus indicadores para entender se a empresa está cumprindo os seus objetivos, como no caso de a Schneider ser Net Zero.  

Além disso, a empresa também tem projetos relacionados a economia circular para reciclar os produtos e projetos de educação junto à comunidade impactada com as suas operações. “São muitos desafios, mas o mais importante quando uma empresa está comprometida em ser mais sustentável é analisar a questão econômica, avaliar o retorno financeiro, levando em consideração os investimentos realizados alinhados aos incentivos dos governos para calcular o resultado no curto, médio e longo prazo”, pontua Molano.  

Felicidade corporativa pode estar atrelada a liderança  

Em suas origens, o trabalho era um meio para cobrir as necessidades básicas. Por isso, era considerado uma obrigação, uma tarefa que deveria ser realizada em troca de um prato de comida ou uma roupa para se cobrir no inverno. Um mundo completamente diferente do que vivemos hoje. Esse tipo de conceito evoluiu muito ao longo dos anos até chegar ao ponto que se encontra hoje, principalmente depois da pandemia de Covid-19.  

A visão que se tem é que o trabalho ocupa uma área importante na vida das pessoas, o tempo que elas passam nas empresas é muito grande. Desta forma, o grande conceito é que a felicidade também precisa ser alcançada no ambiente corporativo. Antes de entender o que é essa felicidade corporativa é necessário entender que cada ser humano tem a sua forma de raciocinar o que é felicidade.  

Para Ana Maria Pelaz, escritora e especialista no assunto que palestrou da Colômbia no evento, a felicidade depende da experiência de vida de cada um, ela não é algo que se busca, mas sim que se promove, está relacionada com ‘onde’ se quer chegar. É errado pensar que uma pessoa feliz, por exemplo, não tem emoções ou problemas. Segundo estudos, a felicidade depende 50% da genética, 10% de circunstâncias e 40% as decisões tomadas.  

“Uma pessoa é feliz com o resultado das suas decisões e ações tomadas todos os dias. Para começar, é preciso aceitar e mudar. Existem cinco inteligências para ser mais feliz: interpessoal, intrapessoal, emocional, espiritual e existencial. Levar a felicidade para o trabalho exige tomar uma série de ações, pois os dados no mundo não são positivos. Apenas 13% das pessoas são felicidades fazendo o que fazem. O resultado de números tão ruins pode ser reflexo dos ambientes das corporações que muitas vezes têm maus chefes, falta de reconhecimento às pessoas, não cumprimento ou ausência de promessas, baixos salários, assédios e burnout”, explica Pelaz. 

Ela avalia que é necessário investir mais em ações criativas e programas de bem-estar, além é claro de avaliar a liderança, um dos principais agentes responsáveis pela felicidade corporativa. Líderes que não inspiram não passam emoções positivas, não mostram compromisso, não possuem relações significativas e principalmente não conquistam os seus liderados.  

“Para propiciar a felicidade corporativa, a empresa deve ter uma liderança positiva, contratação e formação voltadas à felicidade, manejar o estresse e eliminar a falta de compromisso. Dirigir organizações com cultura positiva, está no líder que faz a diferença e tem uma liderança moderna, que sabe delegar, empoderar e ser conectar. Comece fazendo um inventário na sua organização, depois desenhe um plano de trabalho, motive, dirija as emoções, saiba se comunicar e seja otimista”, alerta Pelaz. 

Metaverso e sua aplicação nas organizações  

O metaverso é um espaço tridimensional onde as pessoas irão se conectar por meio de avatares. A evolução que se tem é que a visão passa a ser 3D muito, mais semelhante à do ser humano, e mais distante da visão fixa, que se tem das telas hoje. Empresas no mundo todo estão correndo para se adaptar e se inserirem no metaverso, claro que aquelas maiores, as de tecnologia já estão mais adiantadas, mas no médio prazo outras devem ser capazes de estar também.  

Há vários metaversos sendo criados no mundo. Mas o importante, segundo Juan Carlos Lesama, investigador e professor da Colômbia e que palestrou no Congresso, é que se entenda que existem duas tecnologias por trás de cada um que é a realidade virtual e a aumentada. Na primeira, o ser humano estará inserido por meio de óculos de realidade virtual e a na segunda, as câmeras serão utilizadas para projetar cenários em 3D.  

Para se ter uma ideia da aplicação dessas tecnologias nas empresas de hoje, pode ocorrer na simulação de cenários críticos, como por exemplo, realização de cirurgias de alto risco antes de serem realizadas, bem como na validação de tarefas, sobreposição de informações, guias e impressões digitais, neste caso, de protótipos de produtos antes da produção e por aí vai. As possibilidades surgem a cada momento.   

“A combinação dessas tecnologias é o que está se usando no metaverso e, a partir daí, todas as interações que estão surgindo e se aproveitando, inclusive das várias tecnologias decentralizadas trazidas pelas Web 3.0, como é o caso do blockchain. Outro ponto importante é a questão da identidade digital, que é soberana e se relaciona com a gestão e preservação dos dados de cada um”, pondera Lesama. 

Ele cita os principais elementos do metaverso: moeda digital, comércio eletrônico, ativos digitais, infraestrutura, independência do dispositivo, gaming, recursos digitais, concertos e eventos sociais e de entretenimento, compras on-line, espaços de trabalho, redes sociais, humanos digitais e processamento natural da linguagem.  

Confira o evento na integra:  

Ana Maria Pelaz, escritora e palestrante
Angélica Rodrigues Molano, coordenadora HSE na Schneider Electric
Carlos Larrinaga, professor na Universidade de Burgos
Cecilia Geron, vice-presidente Regional São Paulo na ANEFAC e sócia na Praesum Contabilidade
Emerson Dias, escritor, consultor e vice-presidente de Capital Humano na ANEFAC
Juan Carlos Lesama, investigador e professor
Marta Pelucio, presidente nacional na ANEFAC e sócio na Praesum Contabilidade
Vivian Krebs, diretora executiva na ANEFAC Colômbia e sales manager na Tech6 Group

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