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Em 2023, a melhor ferramenta para lidar com o comportamento da nova economia é a troca do mindset fixo pelo de abundância 

Estamos finalizando o ano de 2022 com muitas expectativas, mas poucas certezas. Os acontecimentos dos últimos anos, como a pandemia, trouxeram mudanças significativas às pessoas e aos negócios. Para relembrar, 2020 começou como um outro ano qualquer. As pessoas tinham ideias, projetos e objetivos a cumprir que foram severamente ceifados com a chegada do isolamento social. Na área de negócios, a maioria das empresas teve que deixar de lado planos  para se adaptar à crise com estratégias emergentes.  

O livro: O que vai acontecer após o ano que não aconteceu, de autoria de Márcio Bueno, CEO da BE&SK e tecno-humanista, com colaboração de Ana Paula Simões, sócia-fundadora da Consvita ThinkerLab, e Mauro Wainstock, sócio-fundador do Hub40+, lançado recentemente, traz uma reflexão das mudanças de comportamento provocados pela pandemia e que perdurarão para os próximos anos.  

Segundo Bueno, em nossa vida pessoal, quando vivenciamos um evento de alto impacto, como uma doença ou um acidente grave, mudamos nossa visão da vida. Uma pessoa que sofre uma doença grave, normalmente, passa a se alimentar melhor, praticar atividade física. A que sofre um acidente e vê a morte de perto muda seus hábitos, reduz o ritmo de trabalho e quer passar mais tempo com a família e os amigos. Com essas mudanças, ele acredita que é natural as pessoas mudarem seu comportamento e até a sua escala de valores, e passarem a dar importância ao que realmente sempre foi. Desta forma, um evento de alto impacto pode humanizar as pessoas. 

O livro surgiu da necessidade do autor em responder alguns questionamentos como: Quando ocorre um evento de alto impacto coletivo, como a pandemia, tem o mesmo efeito? Ou seja, as pessoas também afloram sua humanidade? Se há um aumento de humanização, por que isso acontece? O que ocorre em nosso cérebro para que tenhamos esta mudança de comportamento? E, por fim, como essa mudança comportamental afeta o mundo corporativo? O que as empresas precisariam fazer para atender este novo comportamento, caso ele ocorra? 

Para responder a estes questionamentos e entender o impacto da pandemia, Bueno analisou três grandes eventos da história: a gripe espanhola, a segunda Guerra Mundial e o 11 de setembro. Três eventos de naturezas diferentes: uma pandemia, uma guerra e um atentado terrorista. No livro são descritos os eventos, analisando os impactos sociais e econômicos pós-eventos. Para isso, ele contou com a ajuda de um historiador, um cientista social e um economista. O objetivo deste time era ver se existia um padrão de mudanças após estes tipos de eventos e saber se era possível replicar para o pós-Covid.  

A análise constatou que existe um padrão em eventos como a pandemia e as guerras. Mas para saber se podiam replicar este padrão aos dias atuais era preciso saber por que este tipo de evento provoca esta mudança, as vezes silenciosa e inconsciente. Para isso, o autor contou com a participação de biólogos, neurocientistas, psicólogos e especialistas em aprendizado e mindset. Após saber o que acontece após este tipo de evento e porque ele acontece, cabia responder se era replicável aos dias de hoje. 

Bueno explica que não de forma literal, pois seria raso pensar que, mesmo tratando-se de mudanças na essência do ser humano, não se pode aplicá-las sem considerar o entorno. Sendo assim, introduziu no modelo algumas variáveis da sociedade e da economia atual, como por exemplo, a quantidade de tecnologia de hoje que não é a mesma da época dos eventos anteriores; a velocidade que as mudanças acontecem não é mesma; hoje existem empresas multigeracionais, quatro gerações simultâneas no mercado de trabalho, naquela época eram duas e a geração que entrava obedecia a que já estava, coisa que hoje não acontece; a filosofia da Tecno-Humanização®, que inclui exponencialidade, liderança humanizada e ESG e assim por diante, considerou tudo isso e a partir desta análise, chegou ao resultado sobre o que vai acontecer após o ano que não aconteceu. 

“A pandemia mudou nossa visão sobre a atualidade e os nossos comportamentos sofreram mudanças substanciais. O título do livro faz um jogo de palavras com “o ano que não aconteceu”, porque assim ficou conhecido 2020. O distanciamento social e o lockdown paralisaram muitos negócios. A impossibilidade de exercer as atividades comerciais e sociais transmitiram uma falsa sensação de que foi um ano perdido. Ele pode ter sido improdutivo desde este ponto de vista, mas ele aconteceu sim e justamente esta falta de atividade, o medo da morte, a incerteza do futuro, mudaram, e muito, nossa visão e comportamento”, avalia Bueno. 

O que as empresas precisariam fazer para atender este novo comportamento do ser humano, caso ele ocorra para 2023?  

Algumas mudanças são muito profundas e definem o comportamento das novas gerações. Bueno cita como exemplo as gerações que sobreviveram a uma guerra, por terem passado fome, são absolutamente austeras com o desperdício de comida. Por terem passado privações de bens de consumo, preferem comprar aqueles duradouros, este tipo de mudança impacta diretamente o consumo e as empresas precisam saber disso para poderem atender essa nova economia. As empresas que não conhecerem, entenderem e se adaptarem a estas novas mudanças, sofrerão.  

Ele acredita que poderemos ter eventos desse tipo em futuro não distante e, se houver, o que ficou com a análise é que a capacidade de adaptação ao meio é uma competência pessoal e profissional indispensável. “Não sou adepto ao Darwinismo social, embora tenha sua lógica, é muito raso. Para mim, a principal ferramenta que temos para isso é trabalhar para diminuir o nosso mindset fixo e aumentar o nosso mindset de abundância, e, desta forma, estarmos preparados para as novas mudanças. Esta deveria ser a prioridade de qualquer profissional, executivo ou empresário. Um evento de alto impacto, como a pandemia, transforma as pessoas profundamente, e essa mudança comportamental impacta as empresas. Aspectos que serão relevantes para o mundo corporativo”, finaliza. 

Márcio Bueno, CEO da BE&SK e tecno-humanista

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