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Rodrigo Araujo, Clarissa Sadock e Arvelino Cassaro são os ganhadores do Prêmio ANEFAC Profissional do Ano 2023

Executivos que enxergam além: transformando negócios e mudando vidas é assim que são os ganhadores do Prêmio ANEFAC Profissional do Ano 2023, Rodrigo Araujo, Clarissa Sadock e Arvelino Cassaro, nas respectivas categorias, Economia/Finanças, Administração e Contabilidade.

Para chegar aos ganhadores, a ANEFAC abre todos os anos processo de indicação entre os seus associados, onde cada um pode fazer a nomeação de três profissionais, um em cada área, que em sua visão mais se destacou no ano de exercício anterior, no caso deste ano, 2022. Após esse processo, o Comitê do Prêmio se reúne e chega até os nomes escolhidos para receber a estatueta de profissional do ano. A escolha dos ganhadores segue rígidos critérios técnicos e mercadológicos, levando em consideração carreira, projetos e contribuições.

Perto de completar 40 anos de existência, o Prêmio ANEFAC Profissional do Ano, um dos primeiros e únicos do mercado neste modelo, consagra aqueles profissionais que contribuíram de forma significativa para o crescimento das empresas e do mercado onde atuam. A premiação deste ano acontecerá no Congresso ANEFAC dia 19 maio, sendo que o evento será realizado de 18 a 21 de maio.

Arvelino Cassaro se sente extremamente honrado e lisonjeado em receber este Prêmio. “Ser contador da Suzano e trabalhar com este time sensacional vem acompanhado de uma grande responsabilidade e compromisso”, diz.

Para Rodrigo Araujo ser premiado pela ANEFAC é motivo de muito orgulho. Ele conta que se sente extremamente honrado por ser reconhecido por uma associação com tamanha credibilidade e qualidade dos associados, coroando uma longa trajetória de entregas relevantes ao longo dos últimos anos na Petrobras. “Estive presente em todas as fases da história de virada da empresa, ocupando papéis importantes para sua transformação: técnicos e de liderança, bem como enfrentando momentos extremamente desafiadores, até mesmo quando a sua capacidade de sobrevivência, reputação e idoneidade estavam em xeque”, explica.

Já Clarissa Sadock vê o reconhecimento como fruto do comprometimento da AES Brasil com a excelência operacional, a busca constante por inovação e visão estratégica clara em relação a um mercado competitivo e desafiador como o de energia elétrica. “É um trabalho em equipe, de uma empresa em que atuo há muitos anos e que hoje tenho muito orgulho em liderar. É também um incentivo para continuarmos buscando cada vez mais novas soluções que possam gerar benefício para a nossa sociedade. Reflete o apoio e a confiança dos nossos acionistas, parceiros e colaboradores, fundamentais para o sucesso da companhia em todos esses anos”, avalia.

Ao longo dos seus mais de 40 anos como profissional, Cassaro entende que a adaptabilidade e a flexibilidade fizeram com que pudesse se adaptar às mudanças dos negócios ao longo destas últimas décadas, mas também ser um agente transformador por onde passou. “Certamente a transformação foi além do profissional, muitos com quem trabalhei, me ajudaram a chegar até aqui. Muitos destes também ajudei a alçar voos ainda mais altos do que os meus. Neste período de vida profissional e de transformações, inclusive minha família foi constituída. Com certeza, dediquei muito ao trabalho, mas, ao mesmo tempo, fui recompensado pelo afeto dos meus familiares, que fizeram com que, hoje, em mais um marco da minha vida, ao receber esta premiação, eu olhe para trás e me sinta realizado profissionalmente e pessoalmente”, ressalta.

Sadock pontua que está sempre olhando para as oportunidades de crescimento da empresa, por isso, considera que é essencial ter um propósito maior, capaz de mobilizar e engajar todo o time nessa jornada. “O executivo de hoje precisa estar atento às tendências e às mudanças do mercado, aberto a novas ideias e perspectivas, buscando novas oportunidades e soluções inovadoras, sem medo de arriscar e sem deixar de lado o foco nas pessoas, com uma escuta atenta, por exemplo, às necessidades de clientes, parceiros, comunidades e colaboradores. Além disso, precisa estar fundamentado em uma abordagem ética e sustentável, pensando não somente no sucesso da empresa sob o ponto de vista financeiro, mas também em sua governança e influência na sociedade e no meio ambiente”, complementa.

Da mesma forma, Araujo acredita que uma das suas principais características é a liderança, pois tudo começa por aí, já que os times, por mais competentes e comprometidos que sejam, vão sempre entregar algo a mais por um líder que os inspira. “Qualquer transformação de negócios precisa começar com paixão pelo que fazemos e pela crença no projeto e na capacidade de criação de valor daquela organização. É claro que, no mundo atual, com as mudanças cada vez mais frequentes e mais rápidas, paixão e exemplo, precisam ser acompanhados de foco, disciplina, grande capacidade de execução e resiliência, para que os resultados de fato surjam. Além disso, dar um passo atrás e buscar olhar problemas complexos utilizando diferentes abordagens é fundamental para enxergar além, especialmente num mercado cada vez mais competitivo”, pontua.

Não à toa, Araujo cita que a habilidade de complex problem solving é frequentemente listada em pesquisas sobre o profissional do futuro. Para ele, tudo isso precisa ser complementado por uma boa capacidade de comunicação. Já que no ambiente atual, não basta apenas definir uma boa estratégia, entregar bons resultados através da disciplina na execução e, consequentemente, criar valor para os stakeholders, é necessário saber comunicar bem. “Nesse sentido, o storytelling é tão essencial quanto os resultados em si, o que é um desafio para os profissionais de finanças, pois nosso foco e nossa capacidade estão muitas vezes voltados para os números (sempre recomendo o livro Narrative and Numbers do Professor Damodaran)”, avalia.

Segundo Araujo, o executivo moderno de finanças, que enxerga além e transforma negócios mudando vidas, precisa ser um executivo parceiro e próximo dos negócios. A independência da função financeira como alguém que pensa friamente os números traz uma característica que combinada com a criatividade de gerar novos negócios e produtos, acessando novos mercados, produz excelentes resultados.

Recentemente a Russel Reynolds fez um estudo reforçando que os CFOs, em geral, por seu pragmatismo e capacidade analítica entregam resultados expressivos quando ocupam posições de CEO. “Quando falamos em transformar negócios e mudar vidas, a experiência que tive de atuar com protagonismo numa história de virada como a da Petrobras é particularmente enriquecedora, pois o Estado brasileiro possui 36,6% da empresa e, de fato, os bilhões de dólares de valor criado e distribuído pela companhia podem ser investidos em políticas públicas para transformar muitas vidas. Os quase US$ 80 bilhões de dólares de investimentos previstos no plano estratégico 2023-2027 da Petrobras representam crescimento econômico, emprego e renda, e a empresa, saneada e financeiramente muito bem-posicionada, está completamente preparada para executar esse plano, mudando vidas de forma importante”, pontua Araujo.

 

Um mineiro carioca da gema: Rodrigo Araujo

Até hoje, ele teve a oportunidade de viver uma carreira intensa, de enormes desafios, resultados e aprendizado. Mineiro, e, logo após se formar na UFMG, fez o caminho inverso do seu pai, que saiu do Rio de Janeiro para conhecer e se casar com uma mineira: foi para o Rio de Janeiro encontrar uma carioca muito especial, sua parceira com quem divide suas alegrias, momentos difíceis, desafios e realizações.

Quando pensa em sua trajetória profissional, vê que três fatores foram fundamentais:

(i) estar em ambientes nos quais havia problemas complexos e desafios complexos a serem resolvidos, como por exemplo, a impossibilidade de divulgar demonstrações financeiras, uma empresa com endividamento e custos operacionais incompatíveis com a indústria, a necessidade de negociar acordos para mitigar riscos de contenciosos relevantes, choques de preço de commodities, dentre outros;

(ii) a disposição e capacidade de adaptação que sempre teve para atuar com protagonismo em ambientes e projetos desafiadores, muitas vezes fora do seu escopo direto de atuação e acima da responsabilidade do cargo que ocupava, sem receio de enfrentar situações difíceis;

(iii) lideranças que lhe deram espaço e confiaram no seu trabalho e capacidade de execução mesmo sendo muito jovem. Por exemplo, foi o profissional mais jovem a ocupar a posição de gerente executivo na Petrobras, reportando diretamente ao CFO e o diretor mais jovem também.

Durante sua trajetória na Petrobras, esteve presente em todas as fases da história de virada da empresa, as quais costuma dividir entre fase de sobrevivência, preparação das fundações para o futuro e criação/distribuição de valor. A primeira fase foi voltada essencialmente para gerenciamento de riscos e liability management, no momento mais difícil da história da empresa, entre 2014 e 2017, cujo foco principal era assegurar sua continuidade diante de um cenário repleto de riscos.

O período entre 2018 e 2021 foi de preparação das fundações para o futuro, voltado para otimização de custos e processos, gestão de portfólio para focar nos ativos mais competitivos e concluir a desalavancagem da empresa (foram mais de US$ 100 bilhões de redução de endividamento, com o valor da firma saindo de 5% do acionista e 95% dos credores para 60% do acionista e 40% dos credores) e mudança cultural voltada para resultado e geração de valor (implementando o EVA Economic Value Added como sistema de gestão).

O período de 2021 em diante foi centrado em distribuir o substancial valor criado pela empresa, retornos expressivos para a sociedade na forma de tributos e dividendos, e criação de um arcabouço decisório futuro buscando assegurar a sustentabilidade através de investimentos responsáveis. À frente da Diretoria Executiva Financeira e de Relacionamento com Investidores desde 2021, além de ter a oportunidade de liderar a companhia para atingir sua meta de desalavancagem com 15 meses de antecedência e reforçar a cultura de valor, pude estar à frente de diversas transações relevantes de M&A, inclusive ofertas públicas de ações secundárias da companhia e da então BR Distribuidora (atual Vibra Energia), além de operações no mercado de capitais de dívida no Brasil e no exterior (incluindo a emissão do título de 30 anos mais barata da história da companhia, mesmo num momento em que a empresa não possuía mais o título de investment-grade), que permitiram à companhia alcançar a sua estrutura ótima de capital e melhorar o seu perfil de dívida.

Neste período, a empresa contratou o primeiro financiamento associado às metas corporativas de sustentabilidade (Sustainability-Linked Loan), ampliando a estratégia de gestão de passivos por meio da diversificação de modelos de financiamento, em sintonia com os requerimentos de sustentabilidade cada vez mais presentes nos mercados de dívidas. Teve a honra de ser premiado pela ANEFAC no grupo das empresas mais transparentes do Brasil de 2017 a 2022, obtendo título de empresa destaque em 2019 e 2020. Liderou, de forma pioneira, a elaboração de um dois primeiros Relatórios Fiscais do Brasil e de uma Política Tributária para a companhia, reforçando que a condução da gestão tributária deve ser pautada na ética, integridade, transparência, eficiência e responsabilidade social, contribuindo para o desenvolvimento social e econômico do Brasil e dos países onde a Petrobras atua.

Encerou seu ciclo recentemente deixando uma companhia mais forte, valiosa e resiliente. Em termos de características de liderança, é conhecido como alguém que lidera pelo exemplo e entrega resultados relevantes. Além disso, durante sua carreira, se preocupou muito em estar preparado para os desafios de cada momento e futuros, e, por gostar bastante de estudar e estar sempre atualizado, acabou fazendo duas graduações, MBA, mestrado no exterior, além de se qualificar como Certified Public Accountant (CPA) nos Estados Unidos.

Os últimos dois anos foram particularmente marcantes para ele, pois, depois de estar em diversas posições e projetos importantes para a recuperação da Petrobras, pode encerrar seu ciclo como CFO do grupo num momento em que, depois de mais de oito anos, a empresa podia, finalmente, olhar para o futuro e pensar em formas novas de criar e distribuir valor para aqueles que acreditaram nela e investiram suas economias numa companhia que tinha grandes desafios.

Em sua vida pessoal, além da paixão pelos estudos, gosta muito de viajar, sofre com seu time do coração, o Cruzeiro, que espera agora estar no começo de uma história de turnaround parecida com a da Petrobras e gosta muito de música, mais de ouvir do que de tocar, mas tocar um pouco de guitarra também o ajuda a relaxar.

Uma trilha de muito aprendizado e conquistas importantes: Clarissa Sadock

Com uma carreira construída na área de finanças, desde a vida acadêmica, quando estudou economia, começou a trabalhar desde muito cedo, no começo da faculdade, atuando em diversas áreas financeiras como tesouraria, planejamento financeiro, planejamento estratégico, relações com investidores etc.

Nesses mais de 25 anos de carreira, Sadock passou os últimos 16 em cargos de alta liderança incluindo quatro anos como CFO e os últimos 2,5 anos como CEO. Mora há 18 anos em São Paulo, mesmo período em que trabalha na AES Brasil. Antes disso, morava no Rio de Janeiro, onde nasceu e trabalhou em diversas empresas do setor de telecom, papel e celulose e navegação.

Além das suas atividades na AES Brasil, acaba de se tornar conselheira da Amcham e também atua como porta-voz do ODS (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável) número 7, pelo Pacto Global da ONU no Brasil, que defende a energia limpa e acessível, um tema fundamental para a sociedade. Em retrospectiva, tem sido uma trilha de muito aprendizado e conquistas importantes.

De seminarista a contador: Arvelino Cassaro

Nascido em 12 de março de 1961, no interior de uma pequena cidade no norte do Espírito Santo, seus pais moravam na roça e já tinham seis filhos, cinco homens e uma mulher, depois nasceram mais três filhos, num total de 10, sendo oito homens e duas mulheres. No parto do último filho, sua mãe faleceu, na época ele tinha sete anos, e seu pai foi convencido a se casar novamente para ter uma mulher que cuidasse da família. Quando fez dez anos, foi para o seminário estudar para ser Padre, onde ficou por nove anos. Em 1988, se casou, naquele mesmo ano, nasceu sua filha e três anos depois, seu filho.

Profissionalmente, sua jornada se inicia em 1980, com seu primeiro emprego numa Marcenaria. Três anos depois, Cassaro começa seu caminho na indústria de celulose ao ingressar na fábrica da Aracruz Celulose para trabalhar na área contábil. Mesmo estando na empresa, atuou como jogador profissional de futebol por quatro anos, além de ter feito faculdade de educação física.

Já em 1994, se formou na faculdade de Ciência Contábeis. Naquele ano, surgiu os desafios de estar junto do processo de abertura de capital na bolsa de Nova York da Aracruz com a necessidade de aprofundar conhecimentos na contabilidade em USGAAP (moeda funcional US$), algo extremamente complexo na década de 90.

Em 1995, fez pós-graduação em administração financeira. No ano de 2009, a Aracruz foi incorporada pela Fibria (antiga Votorantim Celulose e Papel) e, neste mesmo período, foi transferido para São Paulo. Após longos desafios e crescimento da companhia, em 2019 teve a gigantesca fusão entre Fibria e Suzano, tornando a Suzano a maior produtora de celulose do mundo.

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