Novidades
Previous
Next

O papel crucial da liderança diante das transformações empresariais dos últimos anos 

Os líderes devem ser capazes de antecipar as transformações, compreender os desafios e oportunidades que surgem e tomar decisões estratégicas para garantir o sucesso organizacional. Além disso, eles devem promover uma cultura de aprendizado contínuo, incentivar a inovação e capacitar os colaboradores para se adaptarem às novas demandas do mercado. A liderança eficaz nesse contexto é fundamental para promover a resiliência, a motivação e o engajamento da equipe, permitindo que a empresa se mantenha competitiva e alcance resultados positivos diante das mudanças constantes.  

Na visão de Gennaro Oddone, conselheiro da ANEFAC, mediador de painel no Congresso ANEFAC com os vencedores da 38ª edição do Prêmio ANEFAC Profissional do Ano – Arvelino Cassaro, gerente executivo de controladoria da Suzano, Clarissa Sadock, CEO da AES Brasil e Rodrigo Araujo, executivo de finanças, o maior desafio que enfrentamos na atualidade é a necessidade de aprender, desaprender e aprender novamente. Oddone acredita que, para promover mudanças efetivas, é essencial ter a humildade de abandonar antigos paradigmas e reconhecer que o que funcionou no passado pode não funcionar mais no presente. “Essa disposição nos permite estar abertos a novos conhecimentos e experiências, impulsionando o processo de aprendizado contínuo. Somente ao nos libertarmos de conceitos obsoletos e estarmos dispostos a adquirir novas habilidades e perspectivas, podemos evoluir e prosperar em um ambiente em constante transformação.” 

Ao complementar, Clarissa Sadock destaca que ser líder de uma empresa implica enfrentar desafios diários, uma vez que as mudanças não param de ocorrer. No entanto, ao mesmo tempo, é essencial manter o foco no panorama geral e nas estratégias que sustentam o negócio. “É fundamental ter uma estratégia clara e objetiva que defina porque a empresa está seguindo uma determinada direção em meio às transformações. A pandemia desempenhou um papel significativo nesse sentido, pois atualmente não há uma resposta definitiva, mas a tomada de decisão se baseia na direção indicada pela estratégia estabelecida.” 

Seguindo a mesma linha, Rodrigo Araujo ressalta a importância crescente da liderança e do foco estratégico. Ele enfatiza a necessidade de ter clareza sobre o que não será feito, reconhecendo essas limitações, para que a empresa possa agir rapidamente e comunicar isso de forma a conectar com os diversos públicos envolvidos. “É fundamental adotar uma gestão com uma linguagem que seja compreendida por todos. Profissionais da área financeira e contábil muitas vezes enfrentam dificuldades em traduzir seus objetivos e resultados para as outras áreas da empresa. Portanto, é essencial desenvolver habilidades de comunicação para garantir que os objetivos e resultados sejam compreendidos e compartilhados de maneira eficaz em toda a organização. O líder precisa saber como contar uma história para engajar as pessoas.” 

Trazendo para a contabilidade, Arvelino Cassaro, gerente executivo de controladoria da Suzano, explica que hoje o contador não deve simplesmente ficar sentado em sua cadeira; ele é o responsável por mostrar à empresa o que pode ser feito de forma diferente e onde pode agregar valor. É preciso ouvir mais as necessidades dos clientes, não apenas dos gestores, mas também dos stakeholders como um todo. “O contador precisa demonstrar à liderança que as operações podem ser realizadas com segurança, sem complicar o que é simples. Devemos abordar as questões com simplicidade, principalmente quando se trata das informações fornecidas aos gestores e ao mercado, que precisam de informações claras. Muitas vezes, incluímos informações que não têm sentido nem valor. Portanto, devemos valorizar as informações que estamos preparando. É importante compreender a empresa, suas operações e sua atividade, pois as informações refletirão esse conhecimento.” 

Os desafios enfrentados pelos executivos da gestão consistem em garantir a entrega do produto com excelência, ao mesmo tempo em que preparam a empresa para o futuro. Oddone afirma que é necessário preparar as empresas para mudanças que, muitas vezes, não são estruturais, mas sim disruptivas. É importante lembrar de grandes empresas que já foram enormes e acabaram desaparecendo. Portanto, além de continuar entregando o produto atual, é fundamental questionar se os consumidores realmente continuarão desejando consumi-lo a médio e longo prazo. 

Para Sadock, atualmente é muito difícil saber como alocar seu tempo da melhor forma possível. Mesmo que o curto prazo tome conta de nossa agenda, é preciso reservar um tempo para olhar para um horizonte médio e longo. Ela alerta que todos nós temos a tendência de focar em resolver os problemas do dia a dia, mas é necessário ter organização e disciplina para reservar um tempo para conversar com os clientes e sair da empresa. “É preciso ter uma visão global e olhar para o futuro. É importante também observar o que os competidores estão fazendo e como podemos nos posicionar à frente para atrair investimentos. Estamos competindo em um contexto global, enfrentando concorrentes de todo o mundo.” 

De acordo com Cassaro, um ponto importante a ser considerado em relação às informações fornecidas é que empresas como a Suzano precisam cumprir as regulamentações vigentes. “Conseguimos incluir as informações relevantes, mas é necessário que os reguladores abram espaço para a inclusão de outras informações que são importantes para o mercado atualmente. Uma empresa auditada precisa seguir essas regras.” 

Ao finalizar, Araujo destaca a importância de saber contar em 10 minutos a história daquela empresa. “Traduzir quais são os drivers de valores e o que está sendo feito para agregar valor é essencial. Além disso, é crucial trazer as metas que a empresa tem como direcionadores de valor, como a questão da segurança ambiental, que está relacionada a uma temática super importante para toda a sociedade.” 

Arvelino Cassaro, gerente executivo de controladoria da Suzano, Clarissa Sadock, CEO da AES Brasil (à época), Rodrigo Araujo, executivo de finanças, e Gennaro Oddone, conselheiro da ANEFAC.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.