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ANEFAC estrutura agenda transversal para 2026 e aposta em integração, tecnologia e impacto nos negócios 

A ANEFAC definiu para 2026 uma agenda estratégica marcada pela integração entre áreas técnicas, pela produção de conhecimento e pela articulação de debates que dialogam diretamente com os desafios da gestão empresarial no Brasil. A proposta envolve desde temas estruturantes, como reforma tributária, ESG, tecnologia e economia, até pautas sociais e organizacionais, como diversidade etária e desenvolvimento de pequenas e médias empresas. 

 

Alinhada às diretrizes da presidência da entidade, a estratégia busca romper paradigmas e oferecer uma visão diferenciada aos associados, conectando decisões corporativas à realidade econômica, financeira e regulatória. 

Diversidade com foco na longevidade profissional 

 

Na agenda de diversidade e inclusão, o recorte etário ganha centralidade. Segundo Emerson Dias, head de diversidade e inclusão da ANEFAC, a entidade trabalha no desenvolvimento de iniciativas voltadas à carreira de profissionais com mais de 50 anos. “O objetivo é desenvolver trabalhos para ampliar a discussão sobre diversidade, principalmente com foco em carreira de trabalhadores 50+”, afirma. 

 

A proposta envolve a construção de parcerias com a área de capital humano para conectar interesses de associados e parceiros. “Juntamente com a área de capital humano, pensamos num projeto de parceria para unir interesses dos associados e parceiros com foco nessa agenda. Ainda estamos elaborando”, diz Dias. Em termos de eventos, a entidade dará continuidade ao encontro anual de carreiras, iniciativa já recorrente da associação. 

Finanças: gestão corporativa, educação financeira e integração multidisciplinar 

 

A vertical de finanças terá como eixo a convergência entre gestão empresarial e finanças pessoais. “Alinhados às diretrizes do nosso presidente, Roberto Fragoso, o foco central deste ano será a integração entre as verticais”, afirma Dultra. Segundo ele, a proposta é conectar “a solidez da gestão empresarial ao bem-estar e planejamento financeiro individual”. 

 

A proposta para o ano parte de um princípio comum às áreas: romper a atuação isolada das verticais e oferecer aos associados uma visão ampliada e conectada dos desafios corporativos. “O foco central deste ano será a integração entre as verticais. O objetivo é oferecer uma visão 360º ao nosso público, conectando a solidez da gestão empresarial ao bem-estar e planejamento financeiro individual”, afirma Guilherme Dultra, head de finanças da ANEFAC. 

 

A vertical de finanças estruturou um cronograma robusto de ações para 2026, dividido entre finanças corporativas e finanças pessoais. No eixo de Finanças Corporativas, com foco em gestão e mercado, estão previstas iniciativas como o Ciclo de Gestão para PMEs, composto por quatro encontros trimestrais ao longo do ano, voltados ao apoio ao empreendedorismo. A agenda inclui ainda workshops e painéis técnicos sobre Eficiência e Governança, previstos para o segundo semestre, além de um evento híbrido sobre Abertura de Capital, no primeiro semestre, com foco nos desafios do IPO no Brasil. 

 

No eixo de Finanças Pessoais, o foco está em educação e comportamento. Estão programados painéis sobre Finanças Comportamentais e Psicologia Econômica, abordando o impacto de vieses psicológicos nas decisões financeiras, além de um evento prático sobre Investimentos Onshore e Offshore, com ênfase em diversificação internacional e segurança tributária. A programação inclui ainda boletins digitais e eventos trimestrais sobre Cenário Macro, traduzindo juros e inflação para o investidor pessoa física, além de debates sobre Planejamento Patrimonial, Sucessão Familiar e Longevidade. 

Contabilidade: transparência, tecnologia, ESG e governança 

 

A área de contabilidade tem como visão tornar-se o principal hub de discussões independentes promovidas por executivos de mercado, conciliando networking e conteúdo técnico de alta qualidade. Segundo Flávio Riberi, head de contabilidade da ANEFAC, a proposta está ancorada na bandeira da transparência e na valorização do papel estratégico da contabilidade na interação com outras verticais técnicas. 

 

O debate sobre a Reforma Tributária ocupa espaço central na agenda. “O debate em torno da reforma tributária exigirá, neste momento, a compreensão das dores e desafios dos contadores com sua implementação”, afirma Riberi, destacando também a necessidade de apoio estratégico na análise de informações sobre os efeitos da reforma. 

 

Ele explica que a tecnologia é outro eixo estruturante, pois a contabilidade estará cada vez mais imersa em processos automatizados e no uso de inteligência artificial em etapas como conciliação, fechamento contábil e preparação de relatórios com notas explicativas. 

 

Na agenda ESG, a área assume papel relevante na preparação dos Relatórios de Sustentabilidade, com informações que sinalizem riscos e oportunidades capazes de impactar decisões de investimento. A maioria das empresas iniciará essa jornada em 2026 para cumprir a obrigatoriedade que entra em vigor em 2027, alinhada aos prazos exigidos pelo mercado de capitais. 

 

Questões emergentes de governança, na visão de Riberi, também fazem parte do radar, especialmente aquelas ligadas à qualidade da informação contábil. Casos de não conformidade com normas contábeis e republicações de balanço são apontados como episódios que drenam energia das companhias e abalam a credibilidade junto a investidores e credores. Nesse contexto, a missão da vertical é aprofundar interações com outras áreas para trazer visões plurais sobre temas críticos aos executivos de finanças, administração e contabilidade. 

Tributos: reforma tributária, estudos técnicos e eventos 

 

A área de Tributos da ANEFAC tem como principal objetivo para 2026 consolidar-se como referência técnica e estratégica na discussão da reforma tributária e de outros impactos tributários nas empresas. Segundo Rodrigo Lazaro, head da área, a atuação está estruturada em três pilares: 

 

O primeiro é a produção de conhecimento relevante e aplicado, por meio do aprofundamento de estudos técnicos sobre a reforma tributária, com foco em impactos setoriais, desafios de implementação e oportunidades de eficiência. A área também estrutura grupos de trabalho voltados a temas específicos e ao desenvolvimento de conteúdos práticos para o mercado. 

 

O segundo pilar é uma agenda robusta de eventos, com participação ativa no Congresso Tributário ANEFAC e outros fóruns da entidade, ampliando o debate e promovendo troca de experiências entre executivos. 

 

O terceiro pilar envolve o fortalecimento do relacionamento e da comunidade tributária, com ampliação do engajamento dos associados e aumento da relevância institucional da ANEFAC como “a casa da gestão”, conectando o tema tributário às agendas de finanças, governança e estratégia empresarial. 

 

Entre as iniciativas destacam-se ainda o Prêmio Tributário ANEFAC e a ampliação dos Estudos Tributários, com maior diversidade de perspectivas. “Em síntese, 2026 será um ano de protagonismo para a área de Tributos”, afirma Lazaro. 

Economia: inteligência aplicada aos negócios 

 

Na economia, a ANEFAC busca consolidar-se como um hub nacional de inteligência econômica aplicada. Segundo Juliana Inhasz, head de economia da entidade, a área pretende ampliar a produção de conteúdo próprio e desenvolver projeções para indicadores-chave. 

 

A agenda envolve o fortalecimento do diálogo com o mercado, o setor público e a sociedade, traduzindo temas econômicos complexos em insights práticos e acessíveis para lideranças empresariais, financeiras e contábeis. Entre os temas previstos estão macroeconomia, sustentabilidade, inflação, juros e planejamento empresarial, além de estudos aplicados às áreas de inteligência de mercado da associação, como agro, indústria, energia, saúde e serviços”, cita ela. 

 

Também estão no radar discussões sobre economia digital, comércio global, economia circular e cadeias de suprimento sustentáveis, articuladas por meio de eventos, conteúdos técnicos, certificações e formações. 

PMEs: profissionalização, governança e networking 

 

A área de Inteligência de Mercado de PMEs da ANEFAC entra em 2026 com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento e a profissionalização das pequenas e médias empresas, em um contexto marcado por rápidas transformações econômicas e organizacionais. Segundo Eduardo Nunes, head da área, a missão da vertical é conectar pessoas, conhecimento técnico, boas práticas de governança e temas ligados à vanguarda das transformações do chamado terceiro milênio. 

 

A estratégia para o próximo ano se traduz em um conjunto de iniciativas práticas voltadas ao dia a dia das PMEs. Entre elas estão a realização de eventos e debates sobre temas recorrentes da gestão empresarial, como caixa, crédito, sucessão e precificação, além da produção de conteúdos curtos e úteis para as redes da ANEFAC. A agenda inclui ainda a criação de conexões com outras entidades e grupos empresariais locais, o estímulo ao networking e à troca de experiências entre empresários e profissionais associados, bem como o apoio à certificação CCA, à realização de webinários, ao congresso anual e à promoção de prêmios voltados ao universo das pequenas e médias empresas”, explica Nunes. 

ESG: integração estratégica, risco e valor financeiro 

 

Na frente ESG, a ANEFAC estrutura uma agenda focada na elevação da maturidade do tema entre executivos. A proposta envolve produção de conteúdo técnico e aplicado, ampliação do debate sobre governança, riscos, compliance, clima e sustentabilidade, com foco direto em retorno financeiro. A área busca conectar ESG às agendas de finanças, estratégia e gestão, posicionando o tema como parte do processo decisório. “Se ESG continuar sendo tratado como ‘tema reputacional’, não gerará adesão executiva”, afirma Ana Paula Candeloro, head de ESG da ANEFAC. Segundo ela, é necessário evidenciar a correlação entre a ausência de práticas ESG e risco sistêmico, e o papel do ESG na proteção de valuation e mitigação de litigância. 

 

A atuação envolve frentes como autoridade técnica, geração de leads qualificados, integração transversal com outras diretorias e o desenvolvimento de um produto âncora de reputação, além da ambição de influenciar a agenda pública e privada com base técnica. 

 

Candeloro pondera que a Diretoria ESG tem a missão clara de integrar ESG à estratégia corporativa, a meta de elevar maturidade técnica, o objetivo de conectar ESG a finanças, estratégia e gestão e a ambição de influenciar agenda pública e privada. A área pretende atuar em algumas frentes ao longo dos próximos anos: autoridade técnica, geração de leads qualificados, integração transversal com outras diretorias e produto âncora de reputação. 

Tecnologia: inovação, reputação e monetização 

 

À frente da área, a head de tecnologia da ANEFAC, Graziele Rossato afirma que o foco está em apoiar ativamente essa jornada por meio de ações diferenciadas e iniciativas de alto impacto, sempre com uma abordagem estratégica e alinhada aos objetivos de negócio. 

Mais do que acompanhar tendências, assumimos o compromisso de liderar iniciativas que gerem valor concreto para o ecossistema da ANEFAC. Nesse contexto, nosso propósito é consolidar a entidade como referência nas pautas de inovação e tecnologia aplicadas aos negócios, atuando também como porta-voz institucional em temas tecnológicos. A atuação busca fortalecer a presença da ANEFAC em debates relevantes e ampliar sua influência junto a associados, parceiros e ao mercado”, explica. 

 

Entre os principais resultados esperados para o período, ela conta que está a idealização e concretização do Troféu Inovação Tecnológica, iniciativa estratégica voltada ao reconhecimento de projetos e práticas inovadoras. A agenda inclui ainda a participação ativa em eventos de impacto, em parceria com outras Diretorias, reforçando a integração institucional. Soma-se a isso a criação de dinâmicas de relacionamento específicas para cada tipo de evento e a geração e publicação contínua de conteúdos relevantes, ações que visam consolidar a reputação da ANEFAC como referência em tecnologia. 

 

Outro eixo central da atuação da área envolve o fortalecimento do relacionamento e da reputação institucional, contribuindo para o aprimoramento do posicionamento da ANEFAC com foco na atração de patrocinadores, associados e novas fontes de monetização. Para alcançar esse objetivo, Rossato diz que participa da revisão do modelo de associados, propõe evoluções no modelo de patrocínio para torná-lo mais atrativo às empresas e atua na ampliação de novos modelos de monetização ligados ao universo de tecnologia e inovação. 

A sustentabilidade dessas iniciativas depende de uma atuação estruturada e integrada. Por esse motivo, evitamos ações conduzidas sem planejamento, sem visão de jornada ou sem clareza de impacto. Também são evitadas demandas estratégicas sem prazos definidos, iniciativas isoladas restritas a uma única Diretoria e esforços concentrados em atividades de baixo impacto para o ecossistema”, afirma. 

 

Com um time engajado e alinhado a esses princípios, a ANEFAC reforça sua convicção de que transformação exige mudança real de práticas. Afinal, ela destaca a reflexão atribuída a Albert Einstein, persistir sempre nos mesmos caminhos e esperar resultados diferentes não é uma opção. A Tecnologia, portanto, posiciona-se como agente ativo dessa mudança, impulsionando inovação, relevância e crescimento sustentável para a ANEFAC”, finaliza. 

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